segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Circuito Tribal das Artes - Um retorno em alto estilo...

Jane Lacerda do grupo HI-ATO, retorno
aos palcos como atriz e produtora.
Depois de um longo inverno, a TRIBAL retorna com suas atividades artísticas. Na verdade, os espetáculos que estão sendo feitos no USIN4, são uma forma de agradecer por tantos anos de luta e apoio de uma associação que já viveu de um tudo. 
Quando de sua fundação, em 2004, uma multidão de jovens se aglomeraram em torno de um grande sonho idealista, agregar os artistas da cidade em prol de um ideal mais profissional. Fazer eventos, discutir política cultural e desenvolver ações comunitárias e artísticas para trazer, cada vez mais, a arte e a cultura como uma ação do cotidiano.
Assim, surgiu a "Noite Cultural da Tribal", o "Ciclo de Leitura", o "Jongo da Tribal", a "Ciranda Tribaleira", o "Ponto de Cultura da Tribal", o "Tribal Total", e até mesmo a montagem da peça "Auto do Trabalhador" de João Siqueira, que virou um clássico e teve mais de 20 apresentações por toda a região.
Durante 5 anos, a partir de uma debandada de quadros bem treinados e gestores que foram viver suas vidas de "adulto" e não puderam mais se dedicar à associação, viveu-se um período de apoio aos eventos da cidade, oferecendo equipamentos gratuitamente, na maioria das vezes, para ajudar os eventos independentes da cidade a darem certo.
Em 2017, a associação parecia cansada, mas não esmoreceu. Ensaiou um lindo espetáculo de cultura popular e apresentou na UFF de Niterói, mostrando muita energia criativa. A partir deste momento, as reuniões passaram a ser mais assíduas até chegar-se ao "Circuito Tribal das Artes", um evento que é a cara da associação.
Abriu com o espetáculo de mímica "Por Detrás do Silêncio" de Jiddu Saldanha, passando pelo espetacular "Títeressamba" de Clarêncio Rodrigues, e agora, já está na terceira apresentação: "Em Terra de Cego quem tem um Olho é Rei", de Jane Lacerda, uma contação de história que fala da diferença em três momentos, com cantigas e intervenções da plateia também. Todas as histórias narradas são de domínio público e da tradição oral brasileira além de um cordel de Eduardo Telles. 
2017 é motivo de festa para tribal e para o Teatro Cabofriense, por marcar a volta de Jane Lacerda para os palcos da cidade. Jane, professora do município, ficou alguns anos afastada dos palcos, mas em 2016, começou a marcar presença nos cursos da cidade e sua energia pulsante de atriz, diretora e produtora, voltou à luz e hoje, ela está na ecologia artística da cidade a todo vapor, mostrando seu talento e arte, para deleite das novas gerações.

(Jiddu Saldanha - Blogueiro)



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