terça-feira, 19 de setembro de 2017

Van Gogh - Ícone de um grande delírio ocidental coletivo.

O Último Delírio de Van Gogh, é um texto que Jiddu Saldanha escreveu em 2015, após três tentativas de montagem, finalmente, o texto ganhou corpo e voz na fina atuação do ator Rafael Mannheimer. A estréia, no Niterói em Cena, da versão curta, do espetáculo, teve boa aceitação do público e da crítica.
O Crítico Rodrigo Monteiro fez o seguinte comentário sobre o espetáculo: Aproveite para curtir nosso álbum de fotos, na página do espetáculo.

"O último delírio de Van Gogh” – Realizado pela Cia de Arte EM CriAção (Rio de Janeiro – RJ), a dramaturgia do espetáculo assinada por Jiddu Saldanha apresenta um conjunto de desabafos imaginários do pintor holandês Vincent Van Gogh (1853-1890) ao seu irmão Theo Van Gogh (1857-1891), que era comerciante de obras de arte. Através de uma verborragia mental, o espectador adentra à parte do universo mental do artista interpretado de maneira brilhante por Rafael Mannheimer. O limite do tempo talvez tenha sido o maior desafio para o alcance de objetivo tão nobre que houve aqui um belo uso das potencialidades dos signos na defesa de um espetáculo bastante interessante".
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O Ultimo Delírio de Van Gogh - Estréia - 16.09 - 10° Niteóri em Cena
Foto: Nathally Amariá.

Van Gogh - Um ícone no imaginário ocidental.

Detentor de todo um imaginário no inconsciente coletivo do mundo ocidental, Van Gogh, tornou-se algo/alguém, muito maior que sua própria vida, portanto, investiga-lo como um fenômeno existencial e artístico só será possível, se criarmos uma imagem atemporal através da arte do teatro.
Para chegar a este lugar do sentir e perceber este Van Gogh, Jiddu Saldanha, diretor e autor do texto, preocupou-se, principalmente, em criar um ambiente ritual focado numa espécie de "xamanismo artístico"; daí a figura crucial do ator Rafael Mainnheimer, escolhido entre tantos outros candidatos, pra viver um Van Gogh que vai muito além das especulações históricas.
A arte de Van Gogh através de Rafael Mannheimmer - Foto: Jidduks
Criamos, em primeiro lugar, a estilização de um ambiente "vangoghiano" por excelência, onde cada detalhe da cena busca, para além do uso de técnicas teatrais, uma essência que se pauta na qualidade de interpretação do ator,  principalmente no que tange à vocalização do texto e no mergulho de expressões que vão buscar no estudo do Butoh, da mímica, da pintura, da dança e do xamanismo, um corpo que se engaje profundamente no Van Gogh de todos nós, aquele personagem sensível e louco, que habita nosso imaginário.
Para que pudéssemos trazer à luz, esta montagem teatral, foi necessário buscar no olhar da diretora de arte Alexandra Arakawa, a concepção de um ambiente cenográfico e de figurinos pintados pelo artista plástico Duda Simões, onde as cores e os traços de Van Gogh-Duda, deverão ser o eixo da expressão total do espetáculo.

Enquanto a equipe do Niterói em Cena delibera, Van Gogh (Rafael Mannheimer,
concentra-se na pintura de sua tela vangoguiana! Foto: Jidduks
Alexandra também prima por um desenho de luz, que proponha uma estética visual irá orientar e guiar contemplação do público como se este, estivesse contemplando a encenação de dentro de um ateliê situado numa galeria de arte ou museu.
Com uma vocalização profundamente estudada e um corpo trabalhado a partir das técnicas já citadas nesta proposta; o ator Raphael Mainnheimer terá um desafio extra; invocar, num exercício catártico, a figura mítica e supra real de seu "Van Gogh" interior, e assim, criar, ao piano, algumas linhas melódicas, que serão depois estudadas e arranjadas pelo diretor musical convidado para este desafio, Thiago Queiroz, uma experiência inédita para o processo de criação do coletivo deste espetáculo.

(Jiddu Saldanha - Autor e Diretor)

FICHA  TÉCNICA

Texto e Direção Geral - Jiddu Saldanha
Ator - Rafael Mannheimer
Direção de Arte - Alexandra Arakawa
Pintura de Cenário e Figurino - Duda Simões
Produção - Cia de Artes EM CriAção

Arte Gráfica  - Duda Simões
Fotografos: Duda Simões, Alexandra Arakawa, Nathally Amariá e Jidduks.


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Cenas do OFICENA - 05, no Charitas, dias 09 e 10 de Setembro.

A história do teatro de Cabo Frio já não pode mais ser contada sem levar em conta o OFICENA - curso livre de teatro, do teatro municipal Inah de Azevedo Mureb. Uma história marcante que começou com o surgimento do teatro, há 20 anos atras e que, depois de ganhar um nome, seguiu adiante. E é neste contexto que, nos dias 09 e 10 de setembro, sábado e domingo, próximos, fará sua quinta mostra de cenas curtas, no Charitas - Casa de Cultura José de Dome, no centro da cidade. 

Diretores e atores alunos se preparam para o "Cenas do OFICENA 05". Uma explosão de cenas e pesquisas teatrais.
Ao longo dos últimos 5 anos, foram mais de 70 peças de teatro escritas e dirigidas pelos estudantes do curso. Textos que surgiram no NUDRA - Núcleo Livre de Dramaturgia; e que ganharam autonomia, guiados pelo talento dos adolescentes e jovens do curso. Desta vez, incorporou-se, de forma mais técnica, o trabalho do diretor teatral como parte do desenvolvimento e da produção de conhecimentos e experiências, com isto, cada diretor investiu na sua própria pesquisa e construiu sua cena em total liberdade com seu elenco, cabendo ao corpo docente, apenas orientar e mediar conflitos.
Já foram inúmeros os professores que passaram pelo OFICENA, e tualmente, o curso conta com os Professores: Italo Luiz Moreira, Jiddu Saldanha, Nathally Amariá e Bruno Buzacchi; todos empenhados em construir uma pedagogia que valorize, principalmente, a livre iniciativa do aprendiz que, num certo sentido, é também um produtor de conhecimento, na medida em que seu próprio modo de ver e fazer é respeitado.
O Cenas do OFICENA 05, traz uma diversidade e envolve alunos veteranos e novos, tanto das turmas de adolescentes à tarde como das turmas acima de 18 anos, à noite. Venha conhecer e viver esta momento único, do teatro, em nossa cidade. Seja bem vindo, o CENAS DO OFICENA 05 te aguarda.

SERVIÇO:
Cenas do Oficena - 05
Data: 09 e 10 de Setembro
Hora: 20h.
Local: Charitas - Casa de Cultura José de Dome .
Classificação etária: Livre
Entrada franca

CONFIRA AS CENAS E AS SINOPSES DE CADA TRABALHO.


A Estranha Noite de Kaleb
Direção: Jean Monteiro
Dramaturgia: Caio Danarim
Elenco: Anderson Souza, Luis Fernando, Sara Silvestre e Yuri Quintanilha
Classificação: Livre
Sinopse: Kaleb esta dormindo ,quando um pirata aparece no seu quarto á procura de algo muito importante. Depois de muita confusão, Kaleb desconfia que isso seja algo de sua cabeça e tenta fazer com que eles sumam de qualquer jeito. Fazendo essa noite ser uma das mais estranhas.

Não Me Deixe Sozinho
Direção: Gabriela Quintanilha e Matheus Dcastro
Dramaturgia: Gabriela Quintanilha e Matheus Luan
Elenco: Matheus Luan e Yasmin Quintanilha
Classificação: 12 anos
Sinopse: Marina é uma mãe solteira deixada de lado pro seu ex marido, e sofre ao ser desprezada pelo seu único filho, Joaquim. Marina já está cansada de tudo o que está passando e resolve da um ponto final nisso tudo.

Sob os Lençóis da Conformação
Direção: Danilo Tavares
Dramaturgia: Celso Guimarães
Elenco: Carlos Antonio Oliveira, Danilo Tavares, Julia Marques e Letícia Ferreira
Classificação: 14 anos
Sinopse: Em um escritório qualquer 4 pessoas escravizadas pelo sistema desabafam sobre a realidade psicológica e política atual da humanidade.

A Moradia
Direção: Caio Danarim, Jean Monteiro e Jean Monteiro
Dramaturgia: Jean Monteiro
Elenco: Douglas Morais, Miguel Rangel e Geovana Barros
Classicação: Livre
Sinopse: Jr precisa de um lugar para morar então pedi ajuda a seu amigo Jonh para ajudá-lo a alugar um apartamento...

A Perola de Jane
Direção: Pedro Carvalho
Dramaturgia: Letícia Ferreira
Elenco: Alan José, Jully Braga, Nadir Pires e Pérola Hatake
Classificação: 14 anos
Sinopse: Jane, uma adolescente que encontrou uma curiosidade sobre ela mesma. Sua dúvida é, o que fazer agora? A cena se passa em um cômodo da casa, os narradores dão início a história e são o reflexo do pensamento de Jane, eles se questionam sobre o que fazer com essa nova curiosidade de Jane.

A Visita
Direção: Matheus Dcastro
Dramaturgia: Jean Monteiro
Elenco: Joás Teodora e Marcos Souza
Classificação: 16 anos
Sinopse: Depois de alguns anos, Judite volta pra sua cidade natal pra rever sua grande amiga, Lupita. As duas vão relembrar suas histórias de criança, mocinha e seus amores.

Vertigem
Direção: Mario Sales
Dramaturgia: Danilo Tavares
Elenco: Átila Jorge, Ricardo Schmith, Vitor Pires e Wallace Matheus
Classificação: 14 anos
Sinopse: Pós assassinato de sua mulher e filhos, Arthur se perde no limbo em busca da saída.

Chá pra Depois
Direção: Jean Monteiro
Dramaturgia: Jean Monteiro
Elenco: Julliana Aguiar, Pedro Vitor, Stefanny Pinheiro e Yaila Rosa
Classificação: Livre
Sinopse:
Cláudia descobre que Ricardo tem uma amante,não aguentando a traição, liga para sua amiga Norma, para juntas resolverem esse problema.

Sem Voz
Direção e Dramaturgia: Coletiva
Elenco: Bianca Santos, Henrique de Bragança, Hubert Gigot, Igor Quintanilha, Kaylane Janes, Kaylane Rodrigues, Letícia Muzer, Lucas Cedro e Maria Gabriela.
Classificação: 14 anos
Sinopse: Nanda aos 17 anos descobre sua orientação sexual e não é aceita pela família e pelos amigos; a  história se passa no ambiente escolar, rejeitada por todos a sua volta ela decide dar um fim nisso.

Sobre Cigarros e Ela
Direção: Jorge Rodrigues
Dramaturgia: Raphael Araújo
Elenco: Danilo Tavares, Guido Spilare, Israel Meira, Julia Gonzalez e Rebeca Lelis.
Classificação: 14 anos
Sinopse: Dois amigos conversam sobre um amor do passado. Um deles é um professor universitário, viúvo e pai de uma menina doze anos. O outro é um grande amigo, machista e escroto. Em meio a cigarros, bebidas e devaneios o professor tenta demonstrar que não quer retornar ao amor do passado porque ele não deseja isso.

O Fantasma da  Morte
Direção: Celso Guimarães
Dramaturgia: Lucas Soeiro
Elenco: Caio Danarim, Eduardo Garcês, Lucas Soeiro, Rubenig Rodrigues e Tamires Borges.
Classificação: 14 anos
Sinopse: O espetáculo conta a história de dois irmãos que devido uma aposta vão parar em um cemitério. Lá eles descobrem quanto o sobrenatural pode ser real. O espetáculo é uma comédia, afinal, a comédia é a tragédia do outro. É um espetáculo divertido e para toda a família, onde se experimenta o ator como ferramenta da história que ele quer contar.


Todos Silêncio Tem um Nome
Direção: Dandara Melo
Dramaturgia: Tamires Borges
Elenco: Ilana Agnes, Karla Batista, Nadir Pires e Schirlley Maia.
Classificação: 14 anos
Sinopse: Marta é uma mulher que passa a vida inteira guardando as coisas para si mesma, simboliza a mulher brasileira que sofre com a repressão da sociedade, ausência de voz, onde ter liberdade de escolha de fazer o que quer e ser senhora de si mesma é um ato revolucionário.
O problema é quando se perde a força da esperança na vida. Todo Silêncio Tem Um Nome é um grito reflexivo.


domingo, 20 de agosto de 2017

Plínio Marcos e o ATOR!

Em comemoração ao dia do ator, 19.08, publico aqui, um texto do dramaturgo e ator brasileiro Plínio Marcos, a quem aproveito para recomendar a visita a seu site, hoje, mantido pelos seus filhos. www.pliniomarcos.com
Plínio Marcos nasceu em 1935 e faleceu em 1999, deixou uma obra incrível e muitos seguidores. Foi e continua sendo um dos grandes mestres da dramaturgia brasileira. Seu legado, para quem ama o teatro, é incomensurável!

Plínio Marcos, dramaturgo brasileiro - 1935 + 1999

O Ator

(Por Plinio Marcos - 1986)

Por mais que as cruentas e inglórias batalhas do cotidiano tornem um homem duro ou cínico o bastante para fazê-lo indiferente às desgraças e alegrias coletivas, sempre haverá no seu coração, por minúsculo que seja, um recanto suave no qual ele guarda ecos dos sons de algum momento de amor que viveu em sua vida.

Bendito seja quem souber dirigir-se a esse homem que se deixou endurecer, de forma a atingi-lo no pequeno núcleo macio de sua sensibilidade, e por aí despertá-lo, tirá-lo da apatia, essa grotesca forma de autodestruição a que, por desencanto ou medo, se sujeita, e por aí inquietá-lo e comovê-lo para as lutas comuns da libertação.

Os atores têm esse dom. Eles têm o talento de atingir as pessoas nos pontos nos quais não existem defesas. Os atores, eles, e não os diretores e os autores, têm esse dom. Por isso o artista do teatro é o ator. 

O público vai ao teatro por causa dos atores. O autor de teatro é bom na medida em que escreve peças que dão margem a grandes interpretações dos atores. Mas, o ator tem que se conscientizar de que é um cristo da humanidade e que seu talento é muito mais uma condenação do que uma dádiva. O ator tem que saber que, para ser um ator de verdade, vai ter que fazer mil e uma renúncias, mil e um sacrifícios. É preciso que o ator tenha muita coragem, muita humildade, e sobretudo um transbordamento de amor fraterno para abdicar da própria personalidade em favor da personalidade de seus personagens, com a única finalidade de fazer a sociedade entender que o ser humano não tem instintos e sensibilidade padronizados, como os hipócritas com seus códigos de ética pretendem.

Eu amo os atores nas suas alucinantes variações de humor, nas suas crises de euforia ou depressão. Amo o ator no desespero de sua insegurança, quando ele, como viajor solitário, sem a bússola da fé ou da ideologia, é obrigado a vagar pelos labirintos de sua mente, procurando no seu mais secreto íntimo afinidades com as distorções de caráter que seu personagem tem. E amo muito mais o ator quando, depois de tantos martírios, surge no palco com segurança, emprestando seu corpo, sua voz, sua alma, sua sensibilidade para expor sem nenhuma reserva toda a fragilidade do ser humano reprimido, violentado. Eu amo o ator que se empresta inteiro para expor para a platéia os aleijões da alma humana, com a única finalidade de que seu público se compreenda, se fortaleça e caminhe no rumo de um mundo melhor, que tem que ser construído pela harmonia e pelo amor. Eu amo os atores que sabem que a única recompensa que podem ter – não é o dinheiro, não são os aplausos - é a esperança de poder rir todos os risos e chorar todos os prantos. Eu amo os atores que sabem que no palco cada palavra e cada gesto são efêmeros e que nada registra nem documenta sua grandeza. Amo os atores e por eles amo o teatro e sei que é por eles que o teatro é eterno e que jamais será superado por qualquer arte que tenha que se valer da técnica mecânica.                         

(Plínio Marcos - 1986)

sábado, 19 de agosto de 2017

Aconteceu em São Pedro da Aldeia - Festival Teen 2017: Teatro e Alma!

A premiação contemplou artistas de diversas idade dentro do conceito teen. 
Ver as grandes cabeças do teatro local, envolvidos num festival que trouxe novíssima gerações para o palco, é, sem dúvida, de grande força e energia para todos nós. 
O primeiro Festival Teen de Teatro de São Pedro da Aldeia, começou com o pé direito. Simpatia, respeito, alegria e, o que é mais bonito ainda, artistas amadores, novos em idade, com uma platéia pisando o chão de um dos mais belos e fortes teatros da Região. O Teatro Átila Costa, pautando a arte em seu primeiro plano, resultado de uma gestão cultural que está dando certo.
No palco, ontem, dia 18 de agosto, jovens e até crianças, fizeram história para a cidade enquanto Juri, teve que se desdobrar para entregar a premiação, que, sabemos, não é fácil, já que festivais tem critérios que vão além do que acontece no palco, de fato. As pessoas do Júri, precisam sempre levar em conta diversos fatores, para chegar a um veredito. Tarefa árdua, por isso, considero soberana as decisões! Na platéia, jovens nervosos e felizes, buscando o reconhecimento pelo seu trabalho. O mais importante foi ver que o festival DEU CERTO e que deve continuar por muitos e muitos anos!
Cheio de surpresas, muitas alegrias, felicidade espalhada no público, o Festival deu um show de bom astral e acolhimento, ao final, as pessoas voltaram para casa felizes e já se perguntando sobre o próximo. Também, foi muito bom ver os olhares felizes dos gestores e fazedores de cultura de São Pedro da Aldeia, engajados de corpo e alma num produto que pode ser um grande cartão postal da cidade, valorizando o artista local e da região e contribuindo para que as novas gerações do teatro, encontrem, finalmente, um grande palco para suas manifestações.
A imagem final que fica, é a da generosidade, amor e contribuição para o engrandecimento do fazer artístico local, em tempos tão difíceis!
Ao final do final de tudo, a emoção e o forte sentimento de dever cumprido no olhar poético e maternal da realizadora, Renata Brito, deu esperança e conferiu muito afeto a uma nova página que se abre para as artes locais. Que este trabalho tão bonito, sensibilize, cada vez mais: público, empresários e gestores desta grande aldeia, que agora é, também, um abrigo para o fazer TEATRAL!

(Jiddu Saldanha - Blogueiro)

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Clube do Teatro, um cabaré de atores!

Logo criada por Marcos Souza.
Todo ator que se preze quer palco, não para "aparecer", mas, principalmente, para exercitar o ofício e levar suas pesquisas para o público. Por isso criamos o CLUBE DO TEATRO, um evento focado nos experimentos dos atores que queiram mostrar seu trabalho. Este primeiro evento, vamos estrear com uma turminha boa. Artistas que já experimentaram seus trabalhos em outros eventos como o Fest Solos e o Festival de Teatro do SATED. O Conceito deste novo evento, promete tirar os atores de Cabo Frio e Região, da letargia e falta de palco, para que possam expor, numa vitrine artística, o melhor de sua linguagem individual e coletiva.  A curadoria inicial, desta primeira edição, foi feita com o proposito de juntar um time de pioneiros e que dará o mote para as novas participações, conforme o evento for acontecendo e crescendo.

Um evento para exercitar o fazer teatral, num formato de cabaré.

A prática de juntar atores para mostrar seus experimentos, não é nova e remonta aos antigos cabarés, onde os atores cômicos revezavam com músicos e orquestras, nos cafés da Europa; os mais famosos eram os de Paris e Berlim. A tradição dos cabarés, no entanto, teve seu auge no período após a primeira guerra mundial, e virou um luxo durante e após a segunda grande guerra! Devido às crises econômicas, os artistas passaram a se unir e mostrar seu trabalho par um público que se apinhava enfrente ao teatro.

Nossa primeira lista de convidados para o dia 26 de Agosto.

“COMO SER UM ARTISTA REALMENTE INTERESSANTE” 
ATOR: ANDERSON SOUZA
DIREÇÃO: NATHALLY AMARIÁ
TEXTO: RAPHAEL ARAÚJO
DURAÇÃO: 8 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 12 ANOS
“PEQUENA NOTÁVEL” 
ATRIZ: TAMIRES BORGES
DIREÇÃO: JIDDU SALDANHA
TEXTO: TAMIRES BORGES
DURAÇÃO: 10  MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS
O INCRÍVEL E MARAVILHOSO BATMAN"
ATOR: THIAGO MANZO
DIREÇÃO: THIAGO MANZO
TEXTO: ADAM DRIVER – ADAPTADO POR THIAGO MANZO
DURAÇÃO: 10 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 12 ANOS
“14...15...16...” 
ATOR: CELSO GUIMARÃES JÚNIOR
DIREÇÃO: JIDDU SALDANHA
TEXTO: CELSO GUIMARÃES JÚNIOR
DURAÇÃO: 12 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS
“A BOA MARIA DO MAR”
GRUPO: TCC – TEATRO CABOFRIENSE DE COMÉDIA
ATRIZ: PÉROLA HATAKE
DIREÇÃO: NATHALLY AMARIÁ
TEXTO: LETÍCIA FERREIRA
DURAÇÃO: 12 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 12 ANOS
"FLOR E SILÊNCIO"
ATRIZ: DANDARA MELO
DIREÇÃO: CELSO GUIMARÃES
TEXTO: DANDARA MELO
DURAÇÃO: 10 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS
 

"LUA DO SERTÃO"
GRUPO: TEATRAGEM
ATORES: CAIO DANARIM, MATHEUS DCASTRO, THAYANNE TEIXEIRA E YURI QUINTANILHA 
DIREÇÃO: CELSO GUIMARÃES
TEXTO: MATHEUS DCASTRO
DURAÇÃO: 15 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: LIVRE

sábado, 12 de agosto de 2017

Circuito TRIBAL de Artes, hoje no USINA4 - Espetáculo de Jiddu Saldanha.

Para quem não sabe, TRIBAL significa Associação Tributo à Arte e À Liberdade.

Hoje começa o Circuito TRIBAL de Artes e, quem vai inaugurar, será o espetáculo "Por Detrás do Silêncio", de Jiddu Saldanha e Álvaro Assad.  Pantomimas clássicas e contemporâneas interpretadas por Jiddu, mostrando um pouco da hoje, raríssima, pantomima teatral. Nos últimos 30 anos, os mímicos da geração 80 e 90, são os poucos que ainda preservam a pantomima em seus repertórios. Uma geração que veio no rastro de mestres como Ricardo Bandeira, Luis de Lima, Vicentini Gomes e Lina do Carmo e a referência mundial, o inesquecível do mestre francês, Marcel Marceau.
Com uma agenda de diversos artistas associados, que farão apresentações para ajudar a tirar a associação de sua crise financeira. Perto de completar 14 anos de existência, a TRIBAL construiu seu legado, junto aos artistas da cidade, oferecendo suporte técnico, produzindo reflexão crítica e apoiando produções locais. Tornou-se onipresente em festivais locais, cedendo seus equipamentos e reforçando a necessidade de construir um caminho de profissionalismo e autonomia para os artistas.
Chegar até aqui, entretanto, não foi tarefa fácil. A associação discute coletivamente todas as suas ações e, enquanto não chega a um acordo coletivo, os projetos não saem do papel. Desta forma, o ritmo, parece ser lento, mas não é. Quando os olhares se encontram e os projetos começam a acontecer, uma produção rica em diversas áreas começam fluir e tudo parece ser espontâneo, mas não é. Cada ação é o resultado de discussões, reflexões e uma longa espera até o ponto zênite de cada realização.

Criado em 1991, o espetáculo "Por Detrás do Silêncio" está em cartaz até hoje. Foto: Ricardo Schmith


O Circuito Tribal de Artes, em primeira mão, tem o objetivo de socorrer, financeiramente, a associação, mas é um evento que, sem dúvida, veio pra ficar e, não há dúvida, que mais uma vez, a associação vai se reinventar, sempre colocando, no foco, o artista, sua criação e presença, no cenário artístico da região.

SEVIRÇO
😃 Circuito TribAL de Artes apresenta:
“Por detrás do Silêncio” - Espetáculo de Mímica com Jiddu Saldanha
Dia 12 de agosto (sábado) às 20h 
Local: USIN4 – Rua Geraldo de Abreu, No 4 – Jd. Excelsior – Cabo Frio/RJ
Entrada: R$ 10 (meia/antecipado) e R$ 20 (inteira)
Indicação 10 Anos
Infos: 22 97401-8090
(Apenas 50 ingressos, garanta o seu!!!)

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

TCC - Teatro Cabofriense de Comédia no Teatro Popular de Rio das Ostras.

Apesar de intensa militância no fazer mímico da Região dos Lagos, meus espetáculos aqui, são raros. Mas quando acontece, é inesquecível, para mim e para o público que me prestigia.

Experimentar viver e criar, dentro de um contexto onde a arte da mimica pode ser transmitida para as novas gerações a
partir dos artistas das novas gerações.

Nathally Amariá e Jean Monteiro
Viagem ao Mundo da Mímica.
Lembro que, quando cheguei em Cabo Frio, em 2004, dei uma oficina de mimica e fiz uma abertura no festival estudantil, o FESTUD, depois disso, dei outras oficinas, até que, em 2010, fiz um espetáculo inteiro, em comemoração do aniversário do Teatro Municipal, Inah de Azevendo Mureb. No Fest Solos I, em 2014, abri com meu espetáculo "Por Detrás do Silêncio", e fui convidado, também, para o FESTUD em 2015, onde me apresentei com a Estúpida Trupe, uma bela lembrança da minha carreira, onde pude contracenar com a nova geração de artistas de Cabo Frio, destacando os artistas Daniel Arm e Nathally Amariá.
Agora, em 2017, recebo um convite para me apresentar num belíssimo teatro. O Teatro Popular de Rio das Ostras, tem uma história rica e exemplar, para a Região dos lagos, no Rio de Janeiro. Ha muito que Rio das Ostras virou rota do fazer artístico local e internacional, e seu teatro, além de belíssimo, por fora e por dentro, já é sinônimo de lugar onde o público comparece e arte frutifica. 
Estou indo para lá, com o coração cheio de alegria e muita energia, para mostrar meu repertório de mímica clássica e contemporânea, ao lado de dois artistas das novas gerações: Jean Monteiro e Nathally Amariá. São jovens que identificaram no fazer artístico, a veia profissional, e que, sem dúvida, despertaram para a arte da palhaçaria, da mímica e do teatro, um grande talento. Nada como desfrutar dessa nova descoberta, fazendo meu espetáculo "Viagem ao Mundo da Mímica" e seguir proporcionando aos novos artistas, a oportunidade de conhecer um OFÍCIO cheio de possibilidades, abraçar o palco e conhecer grandes teatros.


Um teatro é um teatro. Por fora e por dentro, o Teatro de Rio das ostras é rota do melhor que acontece nas artes cências
brasileiras. E agora, estará recebendo espetáculos de mímica.
Com uma história recente, mas muito rica, o Teatro Popular de Rio das Ostras, é um templo da cultura. É um prazer levar, além dos trabalhos da Estúpida Trupe e o TCC - Teatro Cabofriense de Comédia, um pouco da experiência angariada ao longo de 3 décadas de vida dedicada ao teatro, com altos e baixos, mas com o coração cheio de esperança no futuro e nas novas gerações.


A Arte da Mímica, cada vez mais forte, no Interior do Estado do Rio de Janeiro, do local, para o Universal.
SEJA NOSSO CONVIDADO