segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Clube do Teatro, um cabaré de atores!

Logo criada por Marcos Souza.
Todo ator que se preze quer palco, não para "aparecer", mas, principalmente, para exercitar o ofício e levar suas pesquisas para o público. Por isso criamos o CLUBE DO TEATRO, um evento focado nos experimentos dos atores que queiram mostrar seu trabalho. Este primeiro evento, vamos estrear com uma turminha boa. Artistas que já experimentaram seus trabalhos em outros eventos como o Fest Solos e o Festival de Teatro do SATED. O Conceito deste novo evento, promete tirar os atores de Cabo Frio e Região, da letargia e falta de palco, para que possam expor, numa vitrine artística, o melhor de sua linguagem individual e coletiva.  A curadoria inicial, desta primeira edição, foi feita com o proposito de juntar um time de pioneiros e que dará o mote para as novas participações, conforme o evento for acontecendo e crescendo.

Um evento para exercitar o fazer teatral, num formato de cabaré.

A prática de juntar atores para mostrar seus experimentos, não é nova e remonta aos antigos cabarés, onde os atores cômicos revezavam com músicos e orquestras, nos cafés da Europa; os mais famosos eram os de Paris e Berlim. A tradição dos cabarés, no entanto, teve seu auge no período após a primeira guerra mundial, e virou um luxo durante e após a segunda grande guerra! Devido às crises econômicas, os artistas passaram a se unir e mostrar seu trabalho par um público que se apinhava enfrente ao teatro.

Nossa primeira lista de convidados para o dia 26 de Agosto.

“COMO SER UM ARTISTA REALMENTE INTERESSANTE” 
ATOR: ANDERSON SOUZA
DIREÇÃO: NATHALLY AMARIÁ
TEXTO: RAPHAEL ARAÚJO
DURAÇÃO: 8 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 12 ANOS
“PEQUENA NOTÁVEL” 
ATRIZ: TAMIRES BORGES
DIREÇÃO: JIDDU SALDANHA
TEXTO: TAMIRES BORGES
DURAÇÃO: 10  MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS
O INCRÍVEL E MARAVILHOSO BATMAN"
ATOR: THIAGO MANZO
DIREÇÃO: THIAGO MANZO
TEXTO: ADAM DRIVER – ADAPTADO POR THIAGO MANZO
DURAÇÃO: 10 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 12 ANOS
“14...15...16...” 
ATOR: CELSO GUIMARÃES JÚNIOR
DIREÇÃO: JIDDU SALDANHA
TEXTO: CELSO GUIMARÃES JÚNIOR
DURAÇÃO: 12 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS
“A BOA MARIA DO MAR”
GRUPO: TCC – TEATRO CABOFRIENSE DE COMÉDIA
ATRIZ: PÉROLA HATAKE
DIREÇÃO: NATHALLY AMARIÁ
TEXTO: LETÍCIA FERREIRA
DURAÇÃO: 12 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 12 ANOS
"FLOR E SILÊNCIO"
ATRIZ: DANDARA MELO
DIREÇÃO: CELSO GUIMARÃES
TEXTO: DANDARA MELO
DURAÇÃO: 10 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS
 

"LUA DO SERTÃO"
GRUPO: TEATRAGEM
ATORES: CAIO DANARIM, MATHEUS DCASTRO, THAYANNE TEIXEIRA E YURI QUINTANILHA 
DIREÇÃO: CELSO GUIMARÃES
TEXTO: MATHEUS DCASTRO
DURAÇÃO: 15 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: LIVRE

sábado, 12 de agosto de 2017

Circuito TRIBAL de Artes, hoje no USINA4 - Espetáculo de Jiddu Saldanha.

Para quem não sabe, TRIBAL significa Associação Tributo à Arte e À Liberdade.

Hoje começa o Circuito TRIBAL de Artes e, quem vai inaugurar, será o espetáculo "Por Detrás do Silêncio", de Jiddu Saldanha e Álvaro Assad.  Pantomimas clássicas e contemporâneas interpretadas por Jiddu, mostrando um pouco da hoje, raríssima, pantomima teatral. Nos últimos 30 anos, os mímicos da geração 80 e 90, são os poucos que ainda preservam a pantomima em seus repertórios. Uma geração que veio no rastro de mestres como Ricardo Bandeira, Luis de Lima, Vicentini Gomes e Lina do Carmo e a referência mundial, o inesquecível do mestre francês, Marcel Marceau.
Com uma agenda de diversos artistas associados, que farão apresentações para ajudar a tirar a associação de sua crise financeira. Perto de completar 14 anos de existência, a TRIBAL construiu seu legado, junto aos artistas da cidade, oferecendo suporte técnico, produzindo reflexão crítica e apoiando produções locais. Tornou-se onipresente em festivais locais, cedendo seus equipamentos e reforçando a necessidade de construir um caminho de profissionalismo e autonomia para os artistas.
Chegar até aqui, entretanto, não foi tarefa fácil. A associação discute coletivamente todas as suas ações e, enquanto não chega a um acordo coletivo, os projetos não saem do papel. Desta forma, o ritmo, parece ser lento, mas não é. Quando os olhares se encontram e os projetos começam a acontecer, uma produção rica em diversas áreas começam fluir e tudo parece ser espontâneo, mas não é. Cada ação é o resultado de discussões, reflexões e uma longa espera até o ponto zênite de cada realização.

Criado em 1991, o espetáculo "Por Detrás do Silêncio" está em cartaz até hoje. Foto: Ricardo Schmith


O Circuito Tribal de Artes, em primeira mão, tem o objetivo de socorrer, financeiramente, a associação, mas é um evento que, sem dúvida, veio pra ficar e, não há dúvida, que mais uma vez, a associação vai se reinventar, sempre colocando, no foco, o artista, sua criação e presença, no cenário artístico da região.

SEVIRÇO
😃 Circuito TribAL de Artes apresenta:
“Por detrás do Silêncio” - Espetáculo de Mímica com Jiddu Saldanha
Dia 12 de agosto (sábado) às 20h 
Local: USIN4 – Rua Geraldo de Abreu, No 4 – Jd. Excelsior – Cabo Frio/RJ
Entrada: R$ 10 (meia/antecipado) e R$ 20 (inteira)
Indicação 10 Anos
Infos: 22 97401-8090
(Apenas 50 ingressos, garanta o seu!!!)

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

TCC - Teatro Cabofriense de Comédia no Teatro Popular de Rio das Ostras.

Apesar de intensa militância no fazer mímico da Região dos Lagos, meus espetáculos aqui, são raros. Mas quando acontece, é inesquecível, para mim e para o público que me prestigia.

Experimentar viver e criar, dentro de um contexto onde a arte da mimica pode ser transmitida para as novas gerações a
partir dos artistas das novas gerações.

Nathally Amariá e Jean Monteiro
Viagem ao Mundo da Mímica.
Lembro que, quando cheguei em Cabo Frio, em 2004, dei uma oficina de mimica e fiz uma abertura no festival estudantil, o FESTUD, depois disso, dei outras oficinas, até que, em 2010, fiz um espetáculo inteiro, em comemoração do aniversário do Teatro Municipal, Inah de Azevendo Mureb. No Fest Solos I, em 2014, abri com meu espetáculo "Por Detrás do Silêncio", e fui convidado, também, para o FESTUD em 2015, onde me apresentei com a Estúpida Trupe, uma bela lembrança da minha carreira, onde pude contracenar com a nova geração de artistas de Cabo Frio, destacando os artistas Daniel Arm e Nathally Amariá.
Agora, em 2017, recebo um convite para me apresentar num belíssimo teatro. O Teatro Popular de Rio das Ostras, tem uma história rica e exemplar, para a Região dos lagos, no Rio de Janeiro. Ha muito que Rio das Ostras virou rota do fazer artístico local e internacional, e seu teatro, além de belíssimo, por fora e por dentro, já é sinônimo de lugar onde o público comparece e arte frutifica. 
Estou indo para lá, com o coração cheio de alegria e muita energia, para mostrar meu repertório de mímica clássica e contemporânea, ao lado de dois artistas das novas gerações: Jean Monteiro e Nathally Amariá. São jovens que identificaram no fazer artístico, a veia profissional, e que, sem dúvida, despertaram para a arte da palhaçaria, da mímica e do teatro, um grande talento. Nada como desfrutar dessa nova descoberta, fazendo meu espetáculo "Viagem ao Mundo da Mímica" e seguir proporcionando aos novos artistas, a oportunidade de conhecer um OFÍCIO cheio de possibilidades, abraçar o palco e conhecer grandes teatros.


Um teatro é um teatro. Por fora e por dentro, o Teatro de Rio das ostras é rota do melhor que acontece nas artes cências
brasileiras. E agora, estará recebendo espetáculos de mímica.
Com uma história recente, mas muito rica, o Teatro Popular de Rio das Ostras, é um templo da cultura. É um prazer levar, além dos trabalhos da Estúpida Trupe e o TCC - Teatro Cabofriense de Comédia, um pouco da experiência angariada ao longo de 3 décadas de vida dedicada ao teatro, com altos e baixos, mas com o coração cheio de esperança no futuro e nas novas gerações.


A Arte da Mímica, cada vez mais forte, no Interior do Estado do Rio de Janeiro, do local, para o Universal.
SEJA NOSSO CONVIDADO

domingo, 23 de julho de 2017

"Se eu Fosse Iracema" - Crítica de José Facury ao Solo Teatral, de Adassa Martins

SE EU FOSSE IRACEMA 
Ontem, dia 22 de Julho, no Teatro Quintal, em Cabo Frio, Adassa Maritins apresentou seu solo teatral "Se eu Fosse Iracema". Arrebatou o público. José Facury escreveu esta crítica.


"Se eu Fosse Iracena" - Direção: Fernando Nicolau.

Pegar um discurso em defesa de uma etnia e colocar em cena, mesmo pautado em testemunhos reais, pode ser uma tarefa interessante como exercício intelectual para extração de possíveis conflitos. Agora, ao ponto de aguçar o interesse do espectador, geralmente o faz permanecer no nível da leitura panfletária, principalmente se a narrativa for entregue a um interprete branco. Tudo isso poderia trair uma empreitada, mas não é o que se vê no espetáculo Se Eu Fosse Iracema, em cartaz no Teatro Quintal, interpretada pela meticulosa e carismática atriz Adassa Martins que, juntamente com a minuciosa e criativa direção de Fernando Nicolau constrói e desconstrói momentos de rara beleza. Ali, o excesso narrativo é diluído em partituras que se complementam com máscaras e vocalizações muito bem elaboradas entre o butoh, o coloquial e o distanciamento brechtiniano que nos é servido ao redor de um tronco cenográfico serrado, plantado no palco onde emanam as dores das perdas silvestres, juntamente com a dos silvícolas que ali fazem suas oferendas e purgações a cada dia. Se eu fosse Iracema, é um solo magistral amarrado na historia dos sentimentos poéticos de uma velha índia contadora que desenvolve transições em outras personagens que fazem o contra ponto ás vezes criveis e em outras de provocadora ironia, para extrair daí o conflito, que foca muito mais na narrativa por ela mesma, do que nos possíveis e imaginários coadjuvantes, como é comum nos solos físicos. Enfim, experiencias que somente o teatro pode expressar quando desenvolve os relatos viscerais das nossas perdas históricas colocando essa obra em uma instigante encenação na plêiade dessa técnica. E mais que justa a indicação da nossa atriz ao Prêmio Shell.


José Facury Helluy

domingo, 9 de julho de 2017

Fest Solos questiona o machismo histórico no teatro, e promove um debate só com mulheres.

Algumas pessoas questionaram a decisão da produção do Fest Solos em promover um debate apenas com mulheres, falando sobre a vida artística das mulheres do teatro, na Região dos Lagos: "Vocês são loucos, as feministas vão acabar com o evento"! Comentário como este nos fez aumentar a paixão e radicalizar. Somos todos feministas... Desejamos que elas falem de teatro, e toda fala será bem vinda! Uma roda que junta Silvana Lima, Meri Damasceno, Jane Lacerda, Nayara Gomes, Rafaela Solano, Manuela de Lelis, Tania Arrabal e Deborah Diniz é simplesmente uma explosão do que há de melhor, não apenas nas artes locais, mas também, pelo que todos estamos passando. Cabo Frio e seu teatro, trazendo para a discussão, a voz do amanhecer. A mulher conduzindo a frenética força do teatro local.
O Feminismo é algo que está intrínseco ao Fest Solos. Claro que nossa bandeira é o teatro, mas não podemos deixar de marcar que mulheres como Nathally Amariá e Ana Luiza Barbosa, estão à frente deste evento, cada vez, mais imprescindível para a cena teatral de Cabo Frio. Também é bom lembrar que a mulher é a grande força que move o Fest Solos. Este ano, em número maior, no palco e como em todos os anos anteriores, a força voluntária que estimula o evento é, também, em sua maioria, feminina.. Não tem jeito, agora é hora de aprender, compreender e reinventar o caminho que devolva ao mundo sua real natureza. O mundo é MULHER!

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Varal do Beijo - A Invasão da cor, luz e traços, no mundo do teatro!

Marcelo Tosta, Lorena Benevenuto e Rapha Ferreira. Um grande encontro entre o olhar do artista visual para a realidade carnal do TEATRO!

Rapha, Marcelo e Lorena - A invasão do olhar, de quem vê o mundo
pela luz, cor e traços!
Desde 2014, quando iniciou sua atividade no Cine Mosquito, o Varal do Beijo vem mostrando, de forma inusitada, o trabalho de artistas visuais da cidade de Cabo Frio e região dos lagos. São criações incríveis, exposta de forma a buscar olhares e fomentar o diálogo entre as artes. Uma sacada incrível da jovem atriz e produtora, Nathally Amariá, que cursa faculdade de Artes Visuais.
Foram muitos os artistas visuais amadores e profissionais, que expusera no Varal do Beijo, além de um acervo incrível, adquirido de artistas de diversos lugares do Brasil, a dinâmica deste varal é, o sentido de mostrar e trocar informações sobre a vida artística de desenhistas, pintores e fotógrafos, e suas formas de produzir para dialogar com o olhar do público em geral.
O varal do Beijo, estará acontecendo no FesTSolos IV, do dia 07 ao dia 09, no USINA 4. Mas promete continuar em outros eventos, além de sua presença assídua no Cine Mosquito!

Com curadoria de Nathally Amariá - Artistas da Região, cada vez mais, estão marcando presença nos eventos de cinema e
teatro. É a arte, conquistando novos espaços e artistas se revelando para o mundo - Foto: Jidduks
Quando curadoria e artistas se encontram, o resultado é um olhar refinado, inquieto e profundamente artístico.
Nathally e Lorena - Foto: Jidduks
Viver e manusear obras de arte, é a vocação do Varal do Beijo - Foto: Jidduks

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Nadir Pires, apresentará duas tardes do Fest Solos.

Depois de surpreender como apresentadora do Cine Mosquito 67, não teve jeito, tivemos de convidá-la, também, para o Fest Solos. Seu talento, já é conhecido de todos. Mas talento e beleza não explica tudo sobre esta jovem e dedicada atriz da Região dos Lagos. Nadir Pires, é assídua e focada, o que faz dela uma profissional, com DRT e tudo. 
Nas mostras diurnas dos dias 08 e 09 de Julho, sábado e domingo, ela estará com a gente, dessa vez, apresentando o evento, mais uma vez, abrilhantando a tarde dos cabofrienses que curtem ir ao teatro e que gostam de estar no Fest Solos. Ficamos todos felizes quando ela aceitou o convite e isso irá contribuir para o crescimento deste evento que veio para ficar. Já é quarta edição do Fest Solos e a cidade toda está feliz por viver mais este momento de energias criativas para o teatro e as artes locais.

Leia esta breve entrevista concedida a Jiddu Saldanha, no início do ano, para o blog Cine Clipe Musical, reproduzido aqui. 

Nadir Pires com os amigos de sua geração, no como apresentadora
do Cine Mosquito 67.
Jidduks  – Fale um pouco da tua vida artística, como começou e quais as suas aspirações.
Nadir Pires - Desde que me entendo por gente tenho o sonho de ser atriz. Nunca tive acesso à nenhum tipo de cultura quando era criança, na minha cidade não tinha teatro, meus pais nunca me incentivaram a leitura, não tínhamos dinheiro e nem costume de ir ao cinema. Nas escolas em que frequentei não tinham nenhum projeto ligado a arte. Meu único contato com esse mundo era através da televisão que foi a semente que plantou esse grande sonho no meu coração. E tentando resumir porque já escrevi demais, depois de muito lutar; aparece um anjo na minha vida, que não só apoiou o meu sonho, mas me impulsionou a realizá-lo, pagando minha primeira aula de teatro que fez com que já no primeiro dia confirmasse que jamais seria feliz fazendo outra coisa na vida. Foi no ano de 2014, desde de então nunca mais parei.
JKS- O que é arte pra você?
N. P. - A arte pra mim é uma forma de expressar suas emoções, sua história e sua cultura através de várias formas, como música, escultura, pintura, cinema, dança, poesia ou qualquer outra forma de pôr para fora o que existe dentro de cada um de nós.
No ensaio fotográfico com a Mala da Fama - 2017

JKS – O que mais te emociona e faz feliz?
N.P. - A bondade nas pessoas me emociona, qualquer gesto de bondade, por menor que seja, faz tanta diferença, infelizmente é algo tão raro que quando eu me deparo com certas atitudes, dou muito valor. A natureza em toda sua magnitude me faz feliz, entrar no mar, contemplar o céu mesmo quando está cinzento me faz feliz!

JKS  – Quais seus livros, músicas e filmes preferidos?
N.P. - O meu livro preferido não poderia deixar de ser aquele que mudou a minha vida. O livro "O Segredo" me fez olhar para o mundo de outra maneira, eu realmente descobri o segredo para ter uma vida mais leve com energias positivas e consequentemente me sentir mais feliz.
Quanto à música não tenho como dizer. Sou livre de preconceitos quanto a isso. Escuto de tudo, se me faz sentir algo bom, faz sentido.