domingo, 8 de maio de 2016

CLASSIFICADOS - Mostra Livre de Solos dias 21 e 22 de Maio - 2016

ATENÇÃO: Data para marcação de palco, luz e som no espaço USINA4.
QUINTA-FEIRA, dia 19 a partir das 15h às 20h.




Mostra Livre - Dia 21 (sábado) 15h às 17:30h


  • Antítese - Bianca França
  • Astrolouco - Jean Monteiro
  • Como Tudo Deveria Ser - Kalil Zarif
  • Confissões de uma Drag - Joás Teodora
  • Correndo com Lobos - Diego Vivas
  • Flor e Silêncio - Dandara Melo
  • Heterofobia - Igor Quintanilha
  • Lucicleide Em: Acabou-se o Que Era Doce - João Pedro Papini
  • O Fim das Minhas Férias - Danilo Tavares
  • O Sequestro - João Monk
  • Querida, Eu Sou um Duende - Caio Danarim
  • Sabrina 24 - Yuri Quintanilha
  • Um Copo de Vinho - Pablo Rodrigues
  • Uma Flor Para Evita - Larissa Gomes
  • Você Escuta o Que Eu Escuto? - Vitor Oliveira

Mostra Livre - Dia 22 (domingo) 15h às 16:30h


  • A Elfa - Sarah Fortes A Espera - Ana Clara Ribeiro
  • Análise - Lucas Cedro
  • A Jornada - Douglas Filipe
  • Cazuza - Tom Zahir
  • De Como Abrir Um Cofre - Patrick Magalhães
  • Estudos de Hedionda - Wesley Abreu
  • Geni e o Zé Pelin Gigante - Ludmila Lopes
  • Nego-Preto - Gustavo Vieira
  • Palavras Apenas - Thayanne Teixeira





Participantes que farão parte da festa do Fest Solos III, mais um momento de pura arte num evento que a cada ano cresce mais em participação e com muita procura. Parabéns aos classificados!
*
Sarah Fortes, Ana Clara Ribeiro, Carlos Luna, Artur do Amaral Gurgel, Lucas Cedro, Douglas Filipe, Bianca França, Danilo Tavares, Cleiton Fernades, Jean Monteiro, Gabriella Tejada,Tom Zahir, Kéren-Hapuk, Kalil Zarif, Matheus D’castro, Joás Teodora, Wesley Abreu, Johnny Almeida, Diego Vivas, Patrick Magalhães, Wisner Fraga, Celso Guimarães JR,
Dandara Melo, Ludmila Lopes, Chico Buarque de Holanda,
Igor Quintanilha, Kim Racoo Shields, João Pedro Papini, Gustavo Vieira, Paulo Motta, Dib Carneiro Neto, João Monk
Direção: Mario Buzzacchi, Mario Buzzacchi e Paulo Motta, Thayanne Teixeira, Daphine Araujo e Yan Ferreira, Caio Danarim
Direção: Duda Machado, Caio Franco, Yuri Quintanilha, Jiddu Saldanha, Yasmin Quintanilha, Pablo Rodrigues, Jean Monteiro, Larissa Gomes, Nathally Amariá, Vitor Oliveira 


A ELFA
Atriz: Sarah Fortes
Direção: Nathally Amariá
Texto: Jiddu Saldanha
Duração: 8 minutos
Classificação Livre

A ESPERA
Atriz: Ana Clara Ribeiro
Direção: Carlos Luna
Texto: Artur do Amaral Gurgel
Duração: 8 minutos
Classificação Livre

ANÁLISE
Ator: Lucas Cedro
Direção: Douglas Filipe
Texto: Lucas Cedro
Duração: 10 min
Classificação

ANTÍTESE
Atriz: Bianca França
Direção: Danilo Tavares
Texto: Bianca França
Duração: 10 minutos
Classificação: 12 anos

A JORNADA
Ator: Douglas Filipe
Grupo: Sem Foco
Direção: Cleiton Fernades
Duração: 3 minutos
Classificação Livre

ASTROLOUCO
Ator: Jean Monteiro
Direção: Gabriella Tejada
Texto: Gabrilla Tejada
Duração: 5 minutos
Classificação Livre

CAZUZA
Ator: Tom Zahir
Direção: Kéren-Hapuk
Texto: Jiddu Saldanha
Duração: 10 minutos
Classificação: 12 anos

COMO TUDO DEVERIA SER
Ator: Kalil Zarif
Direção: Matheus D’castro
Texto: Matheus D’castro
Duração: 10 minutos
Classificação: 14 anos

CONFIÇÕES DE UMA DRAG
Ator: Joás Teodora
Direção: Wesley Abreu
Texto: Johnny Almeida
Duração: 10 minutos

CORRENDO COM LOBOS
Ator: Diego Vivas
Direção e Coreografia : Diego Vivas
Duração:
Classificação Livre

DE COMO ABRIR UM COFRE
Ator: Patrick Magalhães
Direção: Patrick Magalhães
Texto: Wisner Fraga, adaptado por Patrick Magalhães
Duração: 8 minutos
Classificação Livre

ESTUDOS DE EDIONDA
Ator: Wesley de Abreu
Direção: Celso Guimarães JR.
Texto: Wesley de Abreu
Duração: 10 minutos
Classificação: 14 anos

FLOR SILÊNCIO
Atriz: Dandara Melo
Direção: Celso Guimarães Jr.
Texto: Dandara Melo
Duração: 10 minutos
Classificação: 14 anos

GENI E O ZÉ PELIN GIGANTE
Grupo: Atos Imaginados
Atriz: Ludmila Lopes
Direção: Ludmila Lopes
Texto: Chico Buarque de Holanda
Duração: 5 minutos
Classificação:

HETEROFOBIA
Grupo: OTB – Operários do Teatro Brasileiro
Ator: Igor Quintanilha
Direção:Igor Quintanilha
Texto: Igor Qintanilha (Baseado no vídeo de Kim Racoo Shields)
Duração:
Classificação:

LUCICREIDE EM: ACABOU-SE O QUE ERA DOCE
Ator: João Pedro Papini
Direção: João Pedro Papini
Texto: João Pedro Papini
Duração: 5 minutos
Classificação Livre

NEGO-PRETO
Grupo: Cia. Vapor
Ator: Gustavo Vieira
Direção: Paulo Motta
Texto: Dib Carneiro Neto
Duração: 10 minutos
Classificação 12 anos

O FIM DAS MINHAS FÉRIAS
Ator: Danilo Tavares
Direção: Danilo Tavares
Texto: Danilo Tavares
Duração: 10 minutos
Classificação Livre

O SEQUESTRO
Grupo: Grupo de Pesquisa da Casa
Ator: João Monk
Direção: Mario Buzzacchi
Texto: Mario Buzzacchi e Paulo Motta
Duração: 10 minutos
Classificação: 12 anos

PALAVRAS APENAS
Solista: Thayanne Teixeira
Coreografia: Daphine Araujo e Yan Ferreira
Duração: 5 minutos
Classificação Livre

QUERIDA, EU SOU U DUENDE
Ator: Caio Danarim
Direção: Duda Machado
Texto: Adaptação por Caio Franco de “Querida, Eu Sou um Leprechaum”
Duração: 5 minutos
Classificação Livre

SABRINA 24
Ator: Yuri Quintanilha
Direção: Yasmin Quintanilha
Texto: Yuri Quintanilha
Duração: 8 minutos
Classificação:

UM COPO DE VINHO
Ator: Pablo Rodrigues
Direção: Jean Monteiro
Texto: Jean Monteiro
Duração: 10 minutos
Classificação Livre

UMA FLOR PARA EVITA
Atriz: Larissa Gomes
Direção: Nathally Amariá
Texto: Jiddu Saldanha
Duração: 10 minutos
Classificação Livre

VOCÊ ESCUTA O QUE EU ESCUTO
Dançarino: Vitor Oliveira
Coreografia: Vitor Oliveira
Duração: 8 minutos
Classificação Livre

sábado, 7 de maio de 2016

O Sorvete promete uma viagem pelo universo de Drummond.

O poeta Carlos Drummond de Andrade foi uma das grandes esperanças de um prêmio Nobel de literatura para a Língua portuguesa. Se ele tivesse ganho este prêmio, teria antecipado em quase 20 anos a proeza realizada por José Saramago. Quando vi o ensaio de "O Sorvete", duas surpresas: O mergulho preciso no universo Drumondiano e a remontagem de um trabalho que fora mostrado no FESQ, praticamente 7 anos depois. O que mudou no espetáculo e quais as perspectivas que esta empreitada nos traz?


Bruno Silva e André Jotha, elenco coerente e bem ensaiado.
7 anos depois da primeira apresentação deste espetáculo tudo mudou. Os atores Bruno Silva e André Jotha, mais maduros, óbvio. Suas técnicas de atuação melhorada em todos os sentidos e a conquista de um diretor de peso, Dio Cavalcanti, trazendo para o trabalho um ritmo e uma proposta cuidadosa que vai povoar o imaginário do público, no espaço Garagem. Aliás, o Garagem está lindo. Com reforma ampliada, cortinas para teatro, dinamizado para receber a nova e velha geração de artistas da cidade. Foram muitos anos para chegar ao conceito quase definitivo de espaço, generoso e disponível
para engrandecer as artes locais.
Dio Cavalcanti - Buscando sua afirmação como um forte nome da direção
teatral em Cabo Frio.
Sempre fui apaixonado pela obra de Drummond, estive por diversas vezes na cidade do poeta e lá, pude percorrer sozinho e a pé, o famoso "Caminho de Drummond", em diversas vezes, estando na cidade, fiquei hospedado no famoso Hotel Itabira, que nada mais é do que a casa onde o poeta nasceu e viveu até mudar-se para o Rio de Janeiro. Drummond é um poeta, dos mais melancólicos de nossa literatura. Lembro que, em Curitiba, nos anos 70, eu era um menino que mal sabia ler e já andava com seus livros debaixo do braço. Aquela literatura falava direto ao meu coração.
Recentemente, eu e meu grupo de teatro, o TCC - Teatro Cabofriense de Comédia, fomos convidados para assistir a um dos ensaios gerais da peça "O Sorvete" e, de quebra, fizemos um belo bate papo com o elenco e a direção. Ali, comentamos sobre a remontagem do trabalho e pudemos ver a concentração búdica dos atores, André e Bruno. O trabalho promete comover. Pelo que pudemos ver no ensaio, o clima é totalmente drumondiano. A peça, do começo ao fim, se mantém num ritmo que dialoga fundo com nosso coração.
Assisti este espetáculo, a 10 anos atrás, com o mesmo elenco. Era uma cena curta, para o FESQ - Festival de Esquetes de Cabo Frio. De lá pra cá, muita coisa mudou. O Trabalho saltou de 15 minutos para uma hora de duração, os atores estão mais maduros nas técnicas utilizadas e com muita experiência. A cena, que a 10 anos atrás não era ruim, agora está bem melhor, cresceu em todos os sentidos e, o que pra mim é melhor ainda, mantém o clima profundamente drumondiano. Com uma linguagem que mescla o teatro físico ao teatro narrativo, temos uma conjunção de cenas que abraçam uma proposta multimídia, o público, tenho certeza, irá gostar. É o teatro de Cabo Frio atingindo seu auge e ganhando, cada vez mais, a força de seus artistas mais expressivos.

SERVIÇO:
Peça: O Sorvete
Local: Teatro Garagem - Cabo Frio
Data: 14 e 15 de Maio - 2016
Hora: 20h.
Valor do ingresso - R$ 10,00

sexta-feira, 6 de maio de 2016

O Teatro Narrativo com Yuri Vasconcellos

Com um conhecimento especifico de uma forma incrível do fazer teatral, Yuri Vasconcellos mostra porque se apaixonou pelo Teatro Narrativo, a forma artística que tem como maior nome, o italiano Dário Fo e que, no Brasil, é praticado por Denise Stoklos, Júlio Adrião e Mariana Jacques, além de tantos outros  nomes neste tão especial jeito de narrar, do ator.

Grupo de Trabalho, do OFICENA, depois de uma sessão do espetáculo
"A Descoberta da América", de Júlio Adrião. Contato com uma forma refinada
de mostrar a arte de ator.
Desde o sucesso retumbante de Julio Adrião, com a peça "A Descoberta da América", o teatro narrativo entrou na pauta e nas discussões acaloradas das rodas artísticas brasileiras. Julio completou uma década com seu espetáculo e, de lá pra cá, formou vários artistas, que se destacaram nesta forma de fazer teatral. O teatro narrativo não é uma técnica específica, e sim, uma forma de ver o teatro, uma maneira de encarar a arte do ator. Julio é responsável por influenciar uma nova geração de atores, uma delas, a atriz Mariana Jacques, fez muito sucesso com a peça "Flicts", do Ziraldo. Em Cabo Frio, Mariana deu diversas oficinas de solo narrativo, para muitos atores locais.
Uma oficina diferenciada que muito acrescentará na arte de atuar...
Desde a década de 80, Denise Stoklos, a atriz paranaense que correu mundo, difundiu um tipo de teatro narrativo ao qual ela chamou de Teatro Essencial, referência ao fato de que no teatro pode faltar tudo mas não pode faltar o ator. Denise provou isso, criando mais de 10 espetáculos solos, um verdadeiro prodígio em nossa arte, já que, um artista sozinho no palco sempre corre o risco de se repetir. Não é o caso e, talvez, a repetição até seja necessária. Num mundo globalizado, um artista precisa se afirmar, impor seu estilo e apresentá-lo sob vários aspectos, talvez, construindo um mosaico de espetáculos para percorrer e afirmar uma única linguagem. Ou não.
Em Cabo Frio, não há dúvida que Yuri Vasconcellos é quem abraçou a causa do teatro narrativo, de corpo e alma. Discípulo confesso de Júlio Adrião, não foram poucos os momentos em que pude trocar idéias com ele. Dá pra sentir seu olhar aguçado e sua percepção refinada do que seria uma forma narrativa de, o ator, se colocar no palco. Yuri apresenta dois espetáculos solos em seu repertório pessoal, "A História das Invenções" de Monteiro Lobato e "Causos de Cabo Frio" a partir da obra memorialista de Meri Damasceno. Nesses dois trabalhos, Yuri propõe, mais do que uma visão do fazer teatral em si, mas também um mergulhos na essência de um teatro focado exclusivamente na investigação do ator.
No Fest Solos III, Yuri prepara uma oficina, onde irá construir alguns caminhos para esta forma de expressão. Conhecer o teatro narrativo é mergulhar fundo num conceito aprofundado de uma linguagem que não tem limite em criatividade e inventividade. Bom saber que dentro da cidade, temos pessoas capacitadas para um mergulho em tão importante modo de ver, sentir e transmitir a linguagem teatral para os curiosos, aprendizes e atores de plantão! 

SERVIÇO:
Oficina de Teatro Narrativo
Facilitador: Yuri Vasconcellos
Data: 21 e 22 de Maio
hORA: das 09 às 13h.
local: Teatro Municipal de Cabo Frio
Investimento: R$ 70,00 
desconto para estudantes de teatro dos cursos de Cabo Frio.


quarta-feira, 4 de maio de 2016

Artistas de Peso farão a festa do Fest Solos III

Com uma vasta experiência como ator e administrador de teatro, Mauro Silveira dá um sim ao Fest Solos. Marcelo Tosta e Daniel Erickson dividirão, também, este grande momento do teatro Cabofriense, com a atriz Claudia Mury. 
Artistas da nova geração como
Beatriz Ebecken e Anna Alves, estarão no palco do Usina 4, a partir do dia 10 deste mês, para mostrar a arte que abraçaram com tanto amor e dedicação.
é isso aí, está chegando o FESTSOLOS III


Atriz totalmente dedicada ao teatro local, Claudia Mury participou de praticamente, todos os movimentos de teatro da cidade. Será a nossa homenageada do Fest Solos III.



Com uma carreira sólida no Rio de Janeiro, Daniel
Ericksson, tornou-se uma pessoa imprescindível no
FesTSolos. 
Parece que foi ontem que a reunião, feita para discutir os festivais de teatro brasileiros, encabeçado pela equipe do FESQ e outros festivais, estiveram presentes e viram nascer a semente que seria a realização do primeiro Fest Solos, em 2014. Um ano antes, num papo com Pablo Alvarez, Yuri Vasconcelos e Fabio Fortes, a frase que ouvi de todos foi curta e grossa: "Cai dentro, Jiddu, se quer fazer um festival, corre atrás, você só precisa começar de algum ponto de partida". A frase, na verdade, fora dita por Yuri Vasconcellos, um incentivador do teatro local. Nos dois anos que se seguiram, na edição 01 e 02, Yuri ajudou a organizar o evento, mas nunca quis assinar como co-autor da ideia. Hoje, na terceira edição que já está pra acontecer, ele assume como parte da equipe de produção e idealização do Fest Solos, trazendo para dentro da famíliam a Ayamô Produções, com um conceito que vai mostrar a nova cara do FesTSolos.
A cada ano, a curadoria precisa se reinventar e descobrir os talentos locais ou que estão no local, como é o caso dos atores Mauro Silveira e Marcelo Tosta; ambos, fazem do mundo seu quintal, e que agora estão aportados na região: Mauro, em Iguaba Grande, e Marcelo Tosta, em São Pedro da Aldeia, seu lugar de origem e de onde sai para conquistar o mundo. O privilégio de ter dois artistas deste naipe, fazendo parte da lista de convidados especiais do evento, traz uma identidade profunda, de fixar a imagem das artes cênicas locais, conectadas com o que temos de melhor para mostrar à nossa comunidade artística local e presencial.
O Fest Solos III, também ganhou sua logomarca definitiva, de Manuella Ellon, a design que está dando o que falar na cidade, pela qualidade de sua arte visual. Também não podemos deixar de lembrar nossa mestra de cerimônias, Kéren-Hapuk, que viverá, pela terceira vez, o pepel da apresentadora Androgina Cianurêta - A Palhaça mais Perigosa do Planeta; com sua forte dose de irreverência e imprevisibilidade, Androgina promente meter os pés pelas mãos e arrancar gargalhadas da plateia que estiver presente. Será um momento inesquecível para o teatro local.
Mauro Silveira, experiência e
generosidade é a sua marca!
As mostras fixas este ano estão de tirar o fôlego, temos de tudo, toda a qualidade do Fest Solos, até aqui, estará presente. Não é à toa que escolhemos para a mostra de abertura, cenas que já tinham participado das edições anteriores, algumas, ovacionadas pelo público de 2014 e 2015, e que agora, ocupam o lugar de honra, na galeria do Fest Solos, tudo para prestigiar e enriquecer, ainda mais, a qualidade dos artistas locais, que merecem todo o nosso carinho, atenção e respeito. Uma nova geração, antenada e conectada com a ancestralidade artística de Cabo Frio.
Este ano, a grande atriz homenageada será, sem dúvida, Claudia Mury, a bela e dedicada atriz, madura, que vem, aos poucos, construindo sua carreira, com paciência e, conquistando, a cada novo momento, o respeito da cidade. Claudia, que já fez inúmeras peças é aluna benemérita do OFICENA com sua dedicação, carinho e respeito, ela atua nas peças de Italo Luiz Moreira, desde o inicio do ano 2.000 e agora, apresentará uma cena incrível, dirigida pela paranaense Lauren Christien. Desde que abraçou a vida artística da cidade, Claudia, de forma tranquila e sutil, fez parte de todos os momentos artísticos da cidade. Tudo que acontecia no teatro, lá estava ela, com sua gargalhada característica, levando alegria e incentivo aos artistas locais. Hoje, somos nós que a abraçamos, com amor.

VEJA NOSSAS MOSTRAS

A mostra de abertura, no dia 20 de maio, sexta, trará as cenas de destaque dos fesTSolos 01 e 02, com artistas da nova geração, ousados, que aceitaram nosso desafio. Abrir um evento dedicado, exclusivamente à arte do ator.























Na mostra do dia 21, sábado, nomes de peso do teatro local estarão garantindo a festa e a qualidade. Consagrada à atriz Claudia Mury, será uma noite com a participação dos bruxos: Mauro Silveira, Marcelo Tosta e Daniel Erickson, além, claro, da nossa homenageada!


A mostra de encerramento, dia 22, domingo, traz: Fabio de Freitas, Beatriz Ebecken e Wernerson Ramalho. Uma verdadeira troca entre nomes que se misturam na paisagem da cena local, capitaneado pelo Bruxo, Fabio de Freitas, que nos deu a honra de sua participação mais que especial...

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segunda-feira, 2 de maio de 2016

7 Diretores de Teatro de Cabo Frio - O que assisti deles!

Nos últimos 10 anos, a cidade de Cabo Frio viveu altos e baixos no movimento de teatro local. Com a maioria de seu efetivo tendo que viajar para cidades maiores, a fim de encontrar trabalho na profissão, tem também, aqueles que migraram definitivamente para outras terras. Mas os que ficaram aqui, nunca deixaram de produzir e criar continuamente, embora com janelas relativamente grandes entre uma produção e outra. Por isso, resolvi fazer esta publicação, homenageando os diretores: Milton Alencar Jr., Rodrigo Sena, Italo Luiz Moreira, Cesar Valentim, José Facury, Silvana Lima, Fabio de Freitas.



JOSÉ FACURY

Ex secretário de Cultura, José Facury retoma sua vida teatral,
dessa vez, cuidando de seu próprio espaço cultural, o USINA4
José Facury é um dos nomes de ponta de lança da cidade, destacado diretor e cenógrafo, seu trabalho
no teatro local abarca uma gama de ações variadas. Quando cheguei na cidade, em 2004, o primeiro trabalho que assisti foi uma versão adaptada da obra "Pinóchio" de Carlo Collodi, dirigido pelo muito jovem Eduardo Magalhães. Eduardinho, na  época, estava na casa dos 18 anos de idade. Chamou minha atenção, o fato de um ator experiente, como Facury, ser dirigido por um jovem ainda em início carreira. Mas, Eduardinho era um baluarte de sua geração.
Tempos depois, Facury dirigiu e supervisionou diversos trabalhos além de escrever sobre e para o teatro local. Seu trabalho com dramaturgia, abarca, também, o teatro de bonecos e, tive o privilégio de ver nascer o espetáculo "Magia das Águas", do grupo Creche na Coxia, núcleo Tânia Arrabal.
José Facury, dirigiu grande parte dos atores da cidade e um dos seus trabalhos de grande destaque foi "Tempo de Espera" com Cesar Valentin e Marcelo Tosta, dois atores com características bem diferentes, em cena.
Tempos depois, tive o privilégio de ser, também, dirigido por José Facury no espetáculo de João Siqueira, "Auto do Trabalhador", uma remontagem encomendada pela TRIBAL - Associação Tributo à Arte e à Liberdade, e que, 30 anos antes, fizera muito sucesso com o grupo Creche na Coxia, o espetáculo trouxe um elenco novo, mas manteve uma trinca de artistas que já tinham feito a primeira versão, foram eles: Tania Arrabal, José Facury e Ivan Tavares, este ultimo, assumindo a direção musical. A montagem da TRIBAL, reuniu nomes importantes do teatro local, com destaque para atriz Vivi Medina, que circula de boca em boca, por sua ótima e dedicada maneira de atuar.
Em 2014, depois de longos períodos praticamente ausente da direção teatral local, obviamente que, atuando em outras áreas da vida cultural da cidade, José Facury reaparece com a cena "Sem Elas, Esmo" com Manuela de Lelis e Rafaela Solano, atrizes de sucesso, no interior do estado do Rio de Janeiro. O espetáculo fora criado, especialmente para o FESQ - Festival de Esquetes de Cabo Frio, no ano de 2014. Foi neste mesmo ano que tive o prazer de rever, em Cabo Frio a famosa montagem "Minha Favela Querida", um dos mais importantes e premiados espetáculos de animação do País, desta vez, pude conhecer a história bem de perto, vendo e conversando diretamente com os artistas dirigidos por Facury, nesta magnífica obra, dentre os presentes, destaco o mestre Clarêncio Rodrigues, criador de grande parte dos bonecos utilizados no espetáculo.
Recentemente, soube da retomada da parceria entre José Facury e Cesar Valentin, num solo dirigido por "Cezinha" com a atriz Rita Grego, "Mergulho, ou A Menina que Sangrava Poesia". O espetáculo, atualmente em cartaz no Parque das Ruínas, no Rio de Janeiro, iniciou sua grande viagem ao sucesso, neste ano de 2016. Facury aparece como cenógrafo, atividade principal de sua formação como artista dos palcos. Enfim, existe outras realizações, obviamente, da obra de José Facury, mas esta publicação é restrita aos trabalhos que pude acompanhar mais de perto.


ITALO LUIZ MOREIRA

Com estilo próprio e obcecado por ensaios e mais ensaios,
Italo se afirma como um dos fortes nomes da direção teatral
em Cabo Frio..
Italo é o diretor de teatro local com quem mais trabalhei. Em diversas tentativas de montagem do espetáculo "O Círculo do Jogo", acertamos a mão na montagem definitiva, em 2009, quando ele colocou toda a platéia no palco e fez os artistas representarem pendurados em um tecido. Neste trabalho, fiz a direção corporal, conseguimos um resultado satisfatório. Dois anos antes, em 2008, tentamos criar este trabalho com um elenco de novas atrizes, que incluía a hoje bem sucedida Rafaela Solano, mas não foi possível.
Por volta de 2010, junto com diretor-ator Frederico Araújo, chegamos a discutir a criação de um projeto em torno de "O Arquiteto e o Imperador da Assíria", de Fernando Arrabal. Fizemos uma leitura do texto, mas não conseguimos levar o projeto adiante. Vez ou outra, eu sempre me encontrava com Italo e trocávamos muitas idéias sobre teatro, nossas conversas eram afinadas e tínhamos muitas coisas em comum. Tivemos amigos em comum no Rio de Janeiro, embora não nos conhecêssemos de lá. Lembro que em 1998, meu grupo do Rio de Janeiro, "Trupe do Beijo", fora produzida por ele, numa semana de espetáculos realizados no Teatro Municipal de Cabo Frio, quase 10 anos antes de eu vir morar na cidade.
Em 2013, graças a um diálogo intenso entre Yuri Vasconcellos, José Facury e Italo Luiz Moreira, fui convidado para ser professor do curso de interpretação do Teatro local, em conversas e muitas reflexões com a equipe, criamos o nome de OFICENA para o curso e implementamos uma pedagogia totalmente voltada para o fazer teatral, através de montagens de clássicos da dramaturgia brasileira. Iniciamos com "O Auto da Compadecida" de Ariano Suassuna, a peça inaugural do novo curso de livre de teatro, do teatro municipal de Cabo Frio. 
Paralelo à criação do OFICENA, Italo mergulhou fundo no seu espetáculo conceitua para criança, "A Lenda da Menina...", onde fui convidado para ser o cenógrafo. O trabalho teve duas apresentações apenas, mas foi inesquecível, dele fizeram parte as atrizes Claudia Mury e Mírian Panzer, Miriam, neste mesmo ano, migrou para o Rio de Janeiro, onde continua a carreira de atriz.
Em 2014, realizei junto com Italo, a montagem de "O Inspetor Geral" de Nikolai Gogol e a remontagem de "O Auto da Compadecida", foi neste ano que iniciamos uma série de Leituras Dramáticas, dentre as quais Italo apresentou para o público recém formado no OFICENA, a peça "Relações", com Gustavo Vieira e Claudia Mury. Algum tempo depois, já na  passagem para 2015, decidimos investigar a obra "Bodas de Sangue" de Federico Garcia Lorca e, finalmente, em 2015, Italo dirgiu uma da mais belas leituras dramatizadas de textos que tive o privilégio de assistir; "Bodas de Sangue" teve um grande impacto como leitura, mas por motivos de força maior, não tivemos como fazer a montagem definitiva deste texto, como era a intenção.
No teatro infantil eu e Italo dirigimos um estudo de Cinderela, direcionando os alunos infanto-juvenil, do OFICENA a pesquisar a fundo o conto infantil; e também a peça de sua autoria "Atlantic City", fechando o ano de 2015, com diversos trabalhos em  parceria. Já em 2016, tenho acompanhado a nova montagem do grupo "Andança por um Teatro Livre", onde Italo, depois de promover uma litura dramatizada de "A Farsa do Advogado Patelin", texto famoso, medieval, de autor desconhecido. Inciou um longo processo de ensaio com novos atores ligados à nova e antiga safra de alunos do OFICENA.

SILVANA LIMA

Silvana Lima, uma das diretoras mais queridas de Cabo Frio

Silvana Lima é uma das diretoras mais queridas de Cabo Frio, seu grupo, Creche na Coxia, tem uma forte tradição local, pelos seus 40 anos de existência e também, principalmente, pela obra realizada. Alguns dos grandes artistas da cidade, hoje, compõe a nova geração do grupo; que mantém-se fiel a praticamente uma ou duas montagens oficiais por ano, fora as montagens voltadas, exclusivamente para festivais, que é onde o grupo mostra sua maior vitalidade. Basta participar de um festival e a premiação é sempre garantida. Festivais espalhados pelo Brasil, já tiveram a honra de receber as peças do grupo, quase todas, escritas e dirigidas por Silvana Lima.
Dela eu assisti, "A Carroça dos Sonhos" e o impactante espetáculo "Iliada", de Homero, com uma adaptação livre da própria Silvana. Desde que cheguei em Cabo Frio, seu grupo nunca parou de produzir. Foram oficinas, vivências e intercâmbios, além de uma forte atuação politica local. Curioso é que, o Creche na Coxia, é o único grupo de teatro, no Brasil, que tem dois núcleos bem produtivos. O núcleo Silvana Lima e núcleo Tânia Arrabal, ambos, com espaços culturais que são um verdadeiro luxo para a cidade. O teatro Garagem e o Espaço Usina 4. Isto mesmo.
O trabalho mais recente do grupo, dirigido por Silvana é "O Velhinho e a Morte", uma cena curta, incrível, com uma perfeição de movimentos corporais e ritmo cênico, de tirar o fôlego. A cena que já recebeu diversos prêmios pelos festivais de teatro Brasil a fora; agrega diversas linguagens cênicas numa simbiose de ações que demonstram claramente o estilo seguro e a forma como ela dirige suas peças. Já estou sabendo da nova montagem do grupo é "A Menina e a Rosa". também fiquei sabendo, diretamente dela que a primeira montagem do Teatro Garagem será a peça "Bailei na Curva", um clássico da dramaturgia brasileira, dos anos 80. Agora é só aguardar porque o Teatro Garagem está a todo vapor.

FABIO DE FREITAS

Fabio de Freitas, diretor que também atua em suas peças.
Fundador do TAT - Trupe Andarilhos de Teatro.
Fabio de Freitas é um dos mais produtivos diretores de teatro, da Cabo Frio, uma coisa que é notória em seu trabalho é o conceito irrefutável de sua linguagem cênica. Dele, tive o prazer de assistir a inesquecível peça "Não Fui Eu", que tinha no elenco nada mais nada menos que as geminianas Vivi Medina e Louise Marrie, Fabio também fazia parte do elenco. Foi um magnífico espetáculo de rua, montado por volta de 2010. Seu grupo, Trupe Andarilhos, leva no próprio nome a essência do teatro que circula pelo Brasil.
Tive o privilégio de ser dirigido por ele, na montagem de um conto do escritor colombiano "Gabriel García Márquez" onde ele colocou para contracenar comigo, nada mais, nada menos do que Débora Diniz e Thainá Lasmar, hoje, duas atrizes afirmadas no teatro local e nacional. O trabalho de Fabio é rigoroso e vigoroso e o que chama a atenção na sua forma de dirigir, sem dúvida, é a maneira como ele transforma-se e transforma os atores que trabalham com ele. Sua linguagem é profundamente formal e exige muita dedicação.
Em 2012, Fabio lançou, no FESQ, a cena "Cenas de Sangue", um trabalho incrível, com Paulo Motta e Thainá Lasmar, trabalho incrível e que lançou, definitivamente o ator Paulo Motta que hoje pode-se afirmar que é uma forte energia local, da nova geração. Em 2011, assisti à cena "Fabulamente", um solo com a atriz Thainá Lasmar, dirigido por Fabio de Freitas, tremendo sucesso, que circulou por diversos lugares, sendo, inclusive o espetáculo inaugural da primeira edição do Fest Solos, evento que já vai para o terceiro ano de realização com grande sucesso.
Em 2015, Fabio fez, junto com Paulo Motta, o perturbador "Ratos e Homens" de Johan Steinbeck, uma cena perturbadora onde Fabio mostra sua habilidade como ator que investe fundo na concepção de maquiagem em suas cenas. É também um mergulho sério na realismo como linguagem, conferindo um peso intrigante à forma de atuação do ator Paulo Motta. O trabalho exibido no FESQ, teve grande repercussão e até hoje é comentado. É provável que a investigação do trabalho com "Ratos e Homens", tenha rendido, um retorno ao realismo com o incrível "Malefícios do Tabaco" de Tchecov. Trabalho onde Fabio, mais uma vez, investe como ator, na ma maquiagem e ambientação do espaço do teatro Garagem. 

CESAR VALENTIM

Cesar Valetin, extravagância na linguagem, não economisa
no visual, seus espetáculos são um verdadeiro Luxo!
Assiti diversos espetáculos do Cesar Valentin como diretor, seu grupo de teatro é bastante atuante na
cidade, o "Fabricarte" e é também, um grupo que investe no trabalho pra Criança. Em 2014, assisti ao belíssimo "No Quintal da Imaginação", que reúne u time de primeira, do teatro local: Rafaela Solano, Manuela de Lelis e Ricardo Amorim. No quintal, foi um dos poucos trabalhos locais, totalmente voltado pra criança, com um resultado satisfatório. Chamou a atenção, a agilidade com que "Cesinha" dirije seus atores.
Por volta de 2009, se não me engano ele fez o espetáculo "Trapezio" com um cenário incrível, gigantesco e bem produzido, infelizmente, o trabalho acabou não indo adiante por dificuldades de transporte, pois, o cenário exigia um aparato de produção, praticamente impossível de mobilizar em Cabo Frio, mas quem viu este espetáculo, iria ficar impressionado com a extravagância da linguagem luxuosa de Cesinha, que não economiza no visual, sempre muito rico também em figurino e maquiagem.
Por volta de 2007, se não me engano, assisti um espetáculo infanto-juvenil com um nome longo e divertido "Prosaicas prosopopéias propaladas por praticantes de prosas, predispostos a polivalência prelecionando para preclaras plateias!" Lembro que a gaiatice era tanta que a própria exposição do nome do espetáculo rendeu uma cena inteira e completa. Era um espetáculo ágil e musical, uma verdadeira proeza saída da imaginação deste tão querido diretor. Ao final de tudo, ficou a sensação de que o ator, nas mãos de Cezinha, vai ganhando corpo e expressão, não é à toa que, por volta de 2010 ou 2011 nascia o incrível espetáculo "Viagens de Américo", talvez, o trabalho mais divulgado do grupo.
Uma coisa interessante é que, "Viagens de Américo", pude assistir 5 vezes e pude perceber a forma lenta e gradativa como o espetáculo foi crescendo. Gosto de diretor com personalidade que mantém seu trabalho no ritmo natural de crescimento, que depende, principalmente, do próprio desenvolvimento natural e técnico do ator. Quando vi a ultima apresentação, em 2015, pude sentir o espetáculo mais radical na proposta visual, sem mudar a estrutura mas com um investimento maior ainda no acabamento artístico que se podia sentir na perfeita caracterização do ator Ricardo Amorim.

RODRIGO SENA

Rodrigo Sena, o mais "outsider" dos diretores locais, como a própria foto diz
nunca se sabe quando seu próximo trabalho vai acontecer, mas quando
acontece, há sempre uma boa surpresa.
O diretor mais "outsider" de todos os que conheço no local, Rodrigo é meio misterioso, caladão.
Aparece "do nada" com seus novos trabalhos e sempre surpreende. Se for mostra competitiva, ele premia logo de cara. Tive o prazer de assistir sua peça "Segredos do Campo de Girassóis" e foi impressionante a empatia com o público, no Fesq de 2008. A cena ficou famosa pela "cena do beijo", depois de um percurso profundamente metafórico do começo ao fim, o elenco todo feminino se beija em cena e causa um misto de espanto e poesia, que levou o público a uma grande e sensível viagem. Este tipo de abordagem é rara, no teatro local, já que a região é infestada de igrejas e propaga um puritanismo irritante. Rodrigo, entretanto, conseguiu extrair muita arte de seu premiado elenco.
No fest-solos de 2015, assisti a uma cena incrível, "Seu Coisinha", trabalho meticuloso que afirmou as qualidades do ator Wenerson Ramalho. Neste trabalho, Rodrigo deu muita alma à sua inventividade, oferecendo ao ator, diversas possibilidades cênicas. O trabalho foi muito bem recebido e aplaudido, tanto que, foi convidado para reapresentação no III FesTSolos, agora, em maio de 2016.
No final de 2014, Rodrigo apresentou, junto do curso LD, um estudo teatral chamado "Cacos", realizado com alunos do curso, apresentando um resultado que, rendeu um ótimo debate. Neste espetáculo-estudo, Rodrigo fez questão de explicar que direcionava-se, naquele momento, para alguns estudos da arte do ator e punha em prática o processo como resultado. Ao final, um debate incrível com a presença dos alunos do OFICENA, visitando o espaço LD. Encontro inesquecível.
Uma das cenas que gosto de recordar é, sem dúvida "A Menina Escondida no Baú", que revelou qualidades interpretativas incríveis, da atriz Anna Fernanda. Rodrigo soube esculpir cada gesto e criar um ambiente perturbador, indo fundo na psique humana, marca registrada de sua linguagem como diretor.

MILTON ALENCAR JR.

Focado no cinema, Milton Alencar Jr.
também dirige teatro.
Embora produza pouco no teatro local, não tem como não lembrar do trabalho de Milton Alencar "A Armadilha", realizado em 2006, com Guilherme Guaral, Vivi Medina e Italo Luiz Moreira no elenco. No espetáculo, Milton criou um clima sufocante, mesclando uma harmoniosa, embora perturbadora, cena em que utiliza o audiovisual, sua marca, pois, Milton é um reconhecido diretor do cinema nacional, com diversas obras realizadas destacando o filme "Garrincha" onde coloca uma boa quantidade de artistas locais na telona.
Cor-responsável pela criação do festival Curta-Cabo Frio, foi muito bom ver a forma como ele trabalha com atores, quando, em 2015, o TCC - Teatro Cabo Friense de Comedia participou do projeto TELETEATRO, dirigido por ele e Bruna Pozzebon. Sua habilidade e concentração para lidar com atores mostrou não apenas a larga experiência de um profissional, como também, a força criativa e o ótimo orientador de atores no SET. Milton não produz muito para o teatro local. Ter assistido seu espetáculo "A Armadilha" deu uma noção clara, para mim, de sua pegada como diretor, também da cena teatral.