quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Rodrigo Sena comenta sobre a culminância do OFICENA - 2017


Rodrigo Sena, diretor teatral e Dramaturgo - São Pedro da Aldeia

Foi com um sorriso no rosto que saí ontem do Charitas em Cabo Frio, onde assisti mais uma culminância do Oficena, curso dirigido pelos amigos Italo Luiz e Jiddu Saldanha, e dessa vez com seu corpo docente estendido pelos artistas Marcos Rogério, Nathally Amariá e Bruno Buzzacchi.
Um elenco bem jovem em "Tribobó City" com suas ótimas músicas e coreografias perfeitamente executadas. Um elenco bem grande, mas dirigido de uma forma que não deixou a desejar a nenhuma companhia mais experiente. 
A farsa de Moliere, "médico a força", representada pela turma adulta apresentou um grupo bem coeso e seguro.
E a leitura dramatizada de "Anjo Negro" apresentada pelo grupo de veteranos do Oficena, trouxe rostos já conhecidos da cena Cabofriense.
Saí pensando sobre o que eu tinha assistido e me lembrei que por outras vezes fui agraciado com espetáculos desse grupo que se renova a cada ano.
O pensamento que me veio foi de uma máxima que sempre se diz por aí: O teatro é vivo!
Percebo isso, cada vez mais, em todos os aspectos dessa arte que me encanta e me surpreende a cada dia.
seja nos processos, nas criações, no público ou mesmo na renovação artística.
E mais uma vez fui surpreendido pelo teatro que se renova. Por um elenco jovem que está iniciando seus passos no teatro e já consegue com tanta força e energia, trazer espetáculos divertidos e muito bem executado em sua completude.
O oficena já formou atores e atrizes que alçaram voo e hoje continuam em cena em suas próprias companhias ou em outras companhias já conhecidas da cidade e, pelo que assisti, acredito que esse movimento continuará e em breve estaremos vendo esses artistas descobrindo e aprimorando o 
fazer teatral.
Eu, como bom espectador, estarei lá conferindo e me divertindo com os trabalhos que estão por vir.
Parabéns atores-alunos, que já considero simplesmente atores e atrizes.
Parabéns aos professores, grandes artistas que se dedicam à continuidade da arte.
Parabéns, Oficena! 
Vida longa e próspera!

Momentos inesquecíveis - Foto: Jidduks
Elencos focados na cena - Foto: Jidduks

Na praça da Cidadania, foram dois dias de muita arte e contato com a população de Cabo Frio. Elenco afinado,
prontos para a estréia - Foto: Jidduks

Final da temporada, no Charitas, depois de duas apresentações na Praça da Cidadania. Presença dos alunos novos, veteranos e ex-alunos, numa foto histórica, tirada por Lorena Martins.



quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

O Final de Semana mais teatral de Cabo Frio!

Cabo Frio viverá, neste final de semana, aquilo que é um sonho para a classe teatral local. Todos os equipamentos público e privado, voltados para teatro, vão ter programação para quem quiser levar os filhos para passear e investir na cultura local. Momento único da nossa história, ha mais de 10 anos que a Cidade não vive uma rotina assim. Apresentações paralela e público para todos. Com todos os matizes, gostos e possibilidades. Confira os Banners abaixo e vejam os espaços disponíveis para o FAZER TEATRAL.

Espaço USIN4



 Lona "Meu Vizinho Trapezista"



Teatro Quintal.


OFICENA - Curso Livre de Teatro do Teatro Municipal de Cabo Frio.







sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Matheus D'Castro apresentará o Clube do Teatro III - Mostra Teen.

Jovem dedicado ao teatro da região dos lagos, Matheus D'Castro, com 22 anos de idade, já passou, pelo menos, metade de sua vida, dedicando-se ao fazer teatral. Comunicador natural, artista focado na busca do profissionalismo como ator, foi convidado para apresentar o Clube do Teatro III - Mostra Teen, no dia 16 de dezembro. Vamos conhecer um pouco de sua história.

*

Matheus faz Teatro desde os 12 anos. Em 2012 foi aluno de Dio Cavalcanti, na escola Atila Costa, em São Pedro da Aldeia. No ano seguinte, 2013, entrou para o OFICENA - Curso Livre de Teatro de Cabo Frio onde começou a entender o teatro como um possível ofício. "Entendi que teatro não é só decorar um texto e subir no palco, é muito mais que isso. É estudo, é dedicação, é choro, é dor, é raiva, mas passamos tudo isso para sentir o maravilho frio na barriga quando as cortinas se abrem".
Foi o OFICENA, segundo ele, que lhe deu várias oportunidades. Lá dentro, sob orientação do professor Italo Luiz Moreira, foi aprendiz de ator, contrarregra e até diretor.  Em 2014, viveu seu maior desafio teatral, fazer uma Gueixa. "Foi o papel que mais mexeu comigo. Pois além de decorar o texto, tive que estudar a cultura de outro país, conhecendo um pouquinho da cultura japonesa. Foi o maior presente que o OFICENA me deu". 
No OFICENA, participou de quase todo o repertório do curso, desde 2013: "O Auto da Compadecida" de Ariano Suassuna, "O Inspetor Geral" de Nikolai Gogol e "O Navio Negreiro" de Castro Alves, neste último, foi um dos diretores da cena, em 2016, numa proposta de autonomia dos alunos, coordenado por Jiddu Saldanah e Yuri Vasconcellos.
Em 2014, afastou-se do OFICENA para trabalhar com Nelson Yabeta na peça "Acorda Alice". Sentiu-se feliz por conhecer um diretor que mexe na sua zona de conforto literalmente. Um diretor que "viaja" e faz o artista viajar junto de um modo super incrível, proporcionando experiências inesquecíveis.
Retornando ao OFICENA, Matheus frequentou, esporadicamente o NUDRA - Núcleo Livre de Dramaturgia e em 2017, foi surpreendido com o prêmio de melhor texto original, no festival do SATED - RJ, no teatro Átila Costa, de São Pedro da Aldeia. A partir deste incentivo, passou a estudar mais a fundo, também, a arte da dramaturgia.
No entanto, se perguntarem o que ele mais gosta de fazer, em teatro, ele responde apaixonadamente que é o Teatro Musical, ao qual pretende se dedicar de corpo e alma durante o trajeto de sua carreira pelo mundo artístico. No dia 10 de dezembro, Matheus fará a leitura dramatizada "Anjo Negro" segundo ato da peça de Nelson Rodrigues, para coroar seu ano com chave de ouro.
Atualmente, prepara o projeto de uma web-série, algo que Matheus guarda a sete chaves mas já garante que a surpresa virá em 2018. 

Perguntado pelo TEATRO POSSÍVEL sobre o que a arte de atuar significa em sua vida, ele respondeu com segurança:

“Teatro pra mim é a arte do tocar, do sentir, do viver, de se entregar. Hoje eu tenho certeza absoluta que eu não sei fazer outra coisa na vida que não seja atuar. É disso que eu quero viver, e é isso que me faz viver.”


domingo, 19 de novembro de 2017

CRÍTICA : Uma peça infantil que os adultos gostam.

Com uma boa campanha publicitária e performances inesquecíveis,
a peça "Era uma vez... um circo", surpreendeu e agradou!
A peça "Era uma vez... um circo" foi um feliz achado, garimpada na agenda artística de Cabo Frio, este final de semana (18 e 19 de novembro). Com lotação garantida nas sessões planejadas, o grupo, de ultima hora, precisou fazer sessão extra para atender à demanda da procura por ingresso. Uma estreia feliz mas que deixou claro, para o público, o cuidadoso trabalho do elenco, da direção e da equipe envolvida.
O Elenco demonstrou coesão em cena, com dicção apreciável do começo ao fim, foi possível ouvir claramente as histórias contadas. Cada fala corroborou para uma dramaturgia riquíssima e com grandes sacadas de humor. Disposição física, tempo preciso na hora das movimentações corporais, um ritmo frenético, do começo ao fim. Rafaela Solano, sendo a mais experiente do grupo, fez jus à fama de boa atriz. Conduziu o eixo de energia do espetáculo, impondo a qualidade, tanto no impacto de sua voz potente e bem equalizada além de uma elaboração fina de seu personagem.
O rigor, característico nos trabalhos de Rodrigo Sena, diretor da peça, ficou bem claro, ao conduzir o elenco para movimentações criativas que se tornaram confortáveis aos olhos do público. Tornando  a peça, um jogo estético, gostoso de ver do começo ao fim. Não foram poucas as gargalhadas no público de maioria adulto, que, durante uma hora, voltou a ser criança. Havia, diga-se de passagem, sim, algumas crianças na platéia que interagiram muito bem com o espetáculo, confirmando o valor da linguagem.
Visualmente, a peça apresentou, claro, além de elenco bonito, bem maquiado, um figurino primoroso, desenhado por Cesar Valentin. Outro destaque foi o uso de máscaras muito bem construídas e, a surpresa de vê-las pintadas em tons alegres. Algumas máscaras, senão todas, tinham o traçado das famosas máscaras difundidas pelo grupo Moitará, do Rio de Janeiro, porém, a novidade é que as pinturas ousadas deram um tom leve e aproximaram uma linguagem tida como "complexa", de total alcance do público infantil, substituindo o hermetismo por poesia. Destaque para a máscara do "peixe" utilizada pela atriz Raissa Mayo.
A cenografia demonstrou ser, acima de tudo, utilitária, tendo a função de "tapadeira" e se desdobrando em mala de circo. A praticidade e o jogo de cores com um belo letreiro, mostrava quase que num estilo "Joãozinho Trinta" a "pobreza" do circo, mas o luxo poético, necessário para a narrativa do espetáculo. Ponto para Celso Guimarães que, além de ator na peça, concebeu e criou e executou o cenário, assumindo, pela primeira vez, a assinatura de algo tão importante para um espetáculo.
Voltando ao elenco, é importante frisar as características heterogêneas dos artistas em cena, quase todos de escolas diferentes e genuinamente formados pelos diretores e professores atuantes na região. Celso Guimarães, Nadir Pires, Alexya Fernandes e Raíssa Mayo se completavam em cena, conduzidos pela força energética de Rafaela Solano. Ao final, o cansaço do elenco valeu a pena. Uma peça com ritmo e muita diversão do começo ao fim.

Jiddu Saldanha - Blogueiro

***

Sobre a Campanha de divulgação da peça, nas redes sociais.

Pela primeira vez, faço questão de incluir, nesta crítica, a campanha publicitária do grupo, nas redes sociais. Banners muito bem bolados e videos de chamada com os participantes do elenco, colaborando. O trabalho do coletivo para chegar ao objetivo principal, levar o público até o teatro, foi determinante para o sucesso do trabalho. Uma prova de que, mesmo com  pouco dinheiro, mas com a boa vontade e foco, de todos, uma peça pode trazer o público sim, e foi isso que deu para notar, no trabalho deste belo elenco. Boa sorte e sucesso para todos.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Rodrigo Sena traz um time de artistas incríveis para estreia no Teatro Quintal.

Artistas oriundos de diversas ecologias, todos amadurecidos pela luta do fazer teatral em nossa região, agora, reunidos num único espetáculo, com Rodrigo Sena, um diretor que tem a marca de seu próprio jeito de contar histórias. É o resultado de muita pesquisa e ensaios, que faz dele, um diretor inquieto. Com certeza, vamos poder assistir uma nova geração de artistas contracenando ao lado de quem já faz teatro a muito tempo, como, por exemplo, Rafaela Solano, com quem Rodrigo já trabalhou outras vezes. 
Para a região, esta construção coletiva e importante e faz toda a diferença, pois, vai fazer o teatro crescer com encontros que precisam acontecer no plano simbólico e prático, garantindo, assim, a continuidade e a prática de se buscar o palco de forma profissional.
O que mais chama atenção no elenco de Rodrigo Sena é o fato de conseguir juntar pessoas com experiência desenvolvida a partir da retomada da ação teatral diversificada na cidade, e também por serem jovens que estão ajudando a construir a cadeia produtiva do teatro local; logo, juntar um elenco que já trabalhou com, praticamente, todos os diretores históricos da cidade de Cabo Frio e São Pedro da Aldeia, como Nelson Yabêta, Marcelo Tosta, Silvana Lima, José Facury, Dio Cavalcanti, Italo Luiz Moreira, Cesar Valentin, Vivi Medina, entre outros, é uma tarefa que contribui para a construção de possibilidades outras e que resultarão num exemplo para quem está chegando, jovens e adolescentes que, não param de bater à porta do mundo do teatro da região dos lagos com força e decisão para entrar no mundo artístico.

SERVIÇO:

"Era uma vez... um circo"
Texto e Direção : Rodrigo Sena
Elenco: Celso Guimarães, Alexya Fernandes, Rayssa Mayo, Nadir Pires, Rafaela Solano.
Data e horario: Dia 18 (Sábado) 20h. Dia 19 (domingo) 18h.
Local: Teatro Quintal

domingo, 5 de novembro de 2017

A Palavra Teatral de Camões.

"Por Mares Nunca Dantes Navegados", de Camões,
com direção de Angelah Dantas.
Quem viu, viu, quem não viu, perdeu. Um dos trabalhos mais surpreendentes dos últimos tempos, em Cabo Frio. O poeta, professor, escritor e ator Geraldo Chacon, abrilhantou nossa noite. Já tinhamos tido um gostinho quando ele apresentou uma versão resumida deste trabalho no FesTSolos IV. Um evento de solos teatrais que aconteceu nos dias 07, 08 e 09 de Julho. Foi uma apresentação que deixou um gostinho de quero mais e este quero mais aconteceu, justamente, neste final de semana, dias 03 e 04 de Novembro no espaço cultural USIN4.
Geraldo fez uma estilosa triangulação em cena. O espetáculo não tinha uma "gordurinha". Foi uma ótima execução técnica, com boa iluminação e ambientação sonora de primeira. O texto livremente adaptado da obra "Os Lusíadas", de Camões, chegou bem aos ouvidos do público. Com uma maestria que poucas vezes vi. Sem dúvida, um grande desafio. Havia, também, no espetáculo, um humor fino e intelectual, é desses trabalhos que chama as pessoas de inteligente por tabela. O público sai se sentindo melhor e com orgulho da nossa pátria mãe portuguesa. Não é sempre que se tem um espetáculo consagrado à língua, bem falada, por excelência. E tudo sem ser chato, professoral ou pedante.
Angelah Dantas, arrasou na direção. Deixou Geraldo solto em cena e com proposta de movimentação bem definida. As transições das personagens foram suaves e o ator manteve uma palheta vocal que não passava cansaço ou ansiedade. O trabalho terminou na hora certa e rendeu um gosto de quero mais. Depois, teve um bate papo onde, Geraldo, deixou fluir sua generosidade. Distribuiu livros ao público que logo foi convidado pelos donos do espaço USIN4 a curtir uma rodada de conversa degustando as delícias da cantina Catatempo". 
Parabéns para toda a equipe "camoniana", voltem sempre! Cabo Frio espera ainda ver mais deste tipo de linguagem. Quem sabe no "Poesia de Cena" de 2018? 
Vamos aguardar.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

A Cobra vai Fumar no Teatro Independente de Cabo Frio. Quintal e USIN4.

Hoje e amanhã, sexta e sábado, termos Geraldo Chacon
no espaço cultural "USIN
"Por Mares Nunca Dantes Navegados"

Os entusiastas do teatro da Região dos Lagos tem motivo de sobra para se vangloriar da variedade da programação artística na cidade. As duas casas de espetáculo teatral mais badaladas da cidade vão estar com programação intensa. Corram porque ingresso não cai do céu e quem quiser se divertir e ampliar seu cabedal de conhecimento com muita arte, corre atrás porque tá vindo Chumbo Grosso por aí. Estou falando dos espetáculos "Por Mares Nunca Dantes Navegados" do escritor e ator Geraldo Chacon, que vai nos dar de presente o tão sonhado "Os Lusíadas" de Camões, altíssimo nível. Espetáculo para degustar como se fosse uma trufa, lá no USIN4. O grupo "Operários da Arte", vem de Araruama, direto para Cabo Frio, afim de mostrar sua linguagem onde o teatro é da palavra por excelência. Palavra poética. 
Tivemos o prazer de degustar uma trecho deste espetáculo no FesTSolos IV e foi bonito de ver a forte energia fluindo através da garganta e sensibilidade de um escritor-ator e, dirigido pela queridíssima Angela Dantas, uma força do teatro de nossa região!

"Hominus Brasilis" está de volta.

Tem também o impagável, hilariante e divertidíssimo "Hominus Brasílis" espetáculo impressionante não só pela linguagem ousada, muita mímica corporal e teatro físico, como também, um enredo de tirar o fôlego. Poético e crítico. O que esta rapaziada faz com o corpo é de se tirar o chapéu e ainda tem mais, é o único espetáculo brasileiro que agradou dois "inimigos mortais e históricos", China e Estados Unidos, isto mesmo, Gregos e Troianos, sentados lado a lado. Na china eles se apresentaram no "Beijing Comedy Week", na cidade de Beijing (Pequin) e nos
EUA, se apresentaram no "Chicago Phisycal festival" na belíssima cidade de Chicado. Também estiveram na Argentina mostrando para os hremanos a linguagem incrível da Cia. de Teatro Manual, "FETI - Festival Efimero de Teatro".

Três Damas Negras do Teatro, da Região dos Lagos.

Rafaela Solano - Experiência, continuidade e dedicação
ao teatro da Região dos Lagos.
Rafaela Solano. Quem conhece seu histórico, seu trabalho, sabe o quanto ela se dedica ao teatro, não apenas de Cabo Frio, mas da região toda, com destaque para São Pedro da Aldeia, cidade onde mora. Lembro dela, sempre focada e com uma agenda bem vibrante, para o padrão da região e já tive o privilégio de vê-la ser premiada em alguns festivais.
Por aqui, ela já trabalhou com quase todos os diretores: Já fez teatro com Silvana Lima, no grupo Creche na Coxia, com Rodrigo Sena, Italo Luiz Moreira, Marcelo Tosta e, claro, mantém parceria duradoura com Cesar Valentin, com quem divide o grupo FABRICARTE. Comigo ela já fez um filme, digo, um videoclipe. A canção "Maria das Quimeras", poema de Florbela Espanca, musicado e cantado pela capixaba Andra Valladares, traz em sua ficha técnica a presença estupenda desta atriz tão amada.
Rafela Solano sempre sempre circulou pela ecologia artística de Cabo Frio e, faz questão de dizer, que gosta de experimentar diversos estilos e conhecer formas diferentes de fazer teatro. Quando a gente menos espera, ela surge sempre com uma novidade. Ela já tem um fã-clube de pessoas que sempre esperam seu novo trabalho acontecer. 
Em 2016, Rafa, como a chamamos carinhosamente, estreou um lindo trabalho de palhaçaria com Dio Cavalcanti, o hilariante e divertidíssimo "Ambulatório de Palhaços", com quem criou performances muito bonitas e se descobriu palhaça, embora esta arte, ainda esteja um pouco restringida na cidade, mas já vai dando sinais de robustez, principalmente pelo trabalho do querido palhaço Rufino Rufino e a Cidade de Palhaços.

Clique para ler e curtir

Camila Teodoro - Creche na Coxia, Prática de Montagem e
muito amor ao teatro.
Camila Teodoro. A atriz do grupo Creche na Coxia, está sempre presente, embora discreta, na cena teatral da cabofriense. Sempre que vou ver algum trabalho interessante, ela está lá, presente e muitas das vezes, no palco. 
Não é muito chegada a badalação, quase não aparece nas noitadas, mas isso não importa, é óbvio que o palco é seu lugar. Já assisti alguns trabalhos com ela: A cena curta "O Velhinho e a Morte", de Silvana Lima, montagem de 2015, onde Camila executou complexa partitura corporal e contracenou com atrizes experientes como Júlia Lima, Vivi Medina e Marcelas Rimes. 
O trabalho produziu encanto e rendeu muitos prêmios ao grupo Creche na Coxia, além de uma apresentação extra, numa programação especial de 2016, numa troca de figrurinha com o TCC - Teatro Cabofriense de Comédia.
Na prática de montagem do Teatro Quintal, pude vê-la brilhar no inesquecível "Bailei na Curva", de 2016, e, recentemente no impagável "Aurora da Minha Vida", de Naum Alves de Souza, onde atuou em diversos personagens, mostrando não apenas a capacidade camaleônica de se desdobrar no palco, como também, seu caráter artístico, típico de quem está se fortalecendo cada vez mais, conforme vai pegando novos desafios pela frente. Assisto Camila Teodoro desde sua adolescência, bom vê-la desabrochar na arte da atuação e, hoje, ela é uma jovem focada no ofício.
Certamente, orgulho da comunidade negra de Cabo Frio, uma atriz de grande futuro.

Nara Lumière - Teatro com Temática Negra, videoclipes
 e cinema. 
Nara Lumière - A jovem Aldeense, estudante do OFICENA, causou sensação, em 2016, quando passou a frequentar o teatro municipal de Cabo Frio. Seu carisma, presença e paixão arrebatou uma legião de fãs, junto aos realizadores da cidade. No mesmo ano, 2016, foi destaque na peça "O Navio Negreiro" de Castro Alves, dirigida por mim e Yuri Vasconcellos. Uma montagem que mexeu na estrutura do curso livre do teatro municipal, na época. Logo em seguida, Nara passou a frequentar a vida teatral da cidade, iluminando-a com sua presença carismática e forte.
Em 2016, ela arrancou aplausos e suspiros de toda uma geração presente no "Poesia de Cena", evento lítero-teatral, que acontece a cada dois anos. Neste evento, Nara mostrou dois poemas de sua autoria, com interpretação própria, mostrando sua forte energia e verve de atriz. Já no início de 2017, abriu o ano fazendo parte de dois videoclipes do projeto Cinema Possível: "Alma Lavada" de Paulo Ciranda e "Eu Quero o que Era Meu" de Daniel Guerra, onde fez brilhantíssimas performances. 
Recentemente foi convidada pelo professor Italo Luiz Moreira, a fazer parte do primeiro grupo de teatro com artistas e temática eminentemente negras, da região. Muita pesquisa e preparação para trabalhos que estão chegando por aqui, inclusive um filme com um diretor de São Pedro da Aldeia, mas não posso dar detalhes, por enquanto.
Nara esta construindo sua história com amor e, por onde passa, sempre deixa a marca da sua presença forte. Focada. Comprometida não só com a arte mas, também, com questões referentes ao povo negro e à militância contra todos os tipos de preconceito.


Clique para ler e curtir

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Curta Rafaela Solano no videoclipe 
MARIA DAS QUIMERAS


Curta Nara Lumière no videoclipe
ALMA LAVADA





Lembrando Adassa Martins.

Adassa Martins, uma atriz que saiu de Cabo Frio para o Mundo.
Foto: Juliana Chalita.
Lembro desde que cheguei em Cabo Frio, em 2004, a dedicação da atriz Adassa Martins, ao teatro local. Sua geração florescia. Era um grupo fortíssimo e dedicado. Circulando pelo fazer artístico da cidade, criando uma forte energia agregadora, com muita fé no teatro. Foram muitos os momentos em que a vi no palco, mas, sem dúvida que a mais inesquecível é sua atuação em "Flores, Para quem o Amor Passou", de Eduardo Magalhães, quem teve o privilégio de assistir aquela peça, jamais a esquecerá!
A cena era praticamente de coro, não havia destaque individual, senão a excelente dramaturgia e a estupenda direção do "Eduardinho", que, na época, tinha algo próximo de 20 anos de idade. Um acontecimento artístico, estético que a gente nunca esquece. E lá estava ela, uma jovem pulsante, sensível, devotada ao teatro. Foram muitos os momentos em que a encontrei nos bastidores do Teatro  Municipal de Cabo Frio, dedicando-se ao que ela escolheu como ofício. 
Depois de tantas voltas que o mundo deu, tive o privilégio de conversar com a jovem atriz, numa festa si FESQ, na casa de sua família, e ela então me contou que estava orgulhosa porque saiu de Cabo Frio para fazer teatro e estava conseguindo. Seu nome não parava de circular pelos teatros da vida; em elencos diversos, pelas casas de espetáculos do Rio de Janeiro e depois, pelo Brasil a fora; Sempre havia um pouco de sua energia espalhada pelos rincões da arte, deste imenso pais.
"Se eu Fosse Iracema" com Addassa Martins - Foto: Julio Melo.
Recentemente, com a explosão dos espaços independentes de Cabo Frio, ela reaparece com seu solo "Se eu Fosse Iracema", a atriz profundamente sensível e técnica, dava lugar a uma energia, que vai muito além da arte, algo espiritual, um sentimento de contribuição para nossos povos indígenas. 
Adassa é a compaixão em pessoa, nem quero mais falar dela como atriz, mas da pessoa que fez do teatro um lugar, também, para o exercício do amor, da paz, da reflexão e da liberdade de expressão. 
Quando esteve em Cabo Frio, teatro lotado, um espetáculo esmerado, sem glamour, apenas reflexão e pensares, um mergulho na alma humana, inesquecível.

Veja aqui a crítica escrita por José Facury sobre a peça 
"Se eu Fosse Iracema"

Pegar um discurso em defesa de uma etnia e colocar em cena, mesmo pautado em testemunhos reais, pode ser uma tarefa interessante como exercício intelectual para extração de possíveis conflitos. Agora, ao ponto de aguçar o interesse do espectador, geralmente o faz permanecer no nível da leitura panfletária, principalmente se a narrativa for entregue a um interprete branco. Tudo isso poderia trair uma empreitada, mas não é o que se vê no espetáculo Se Eu Fosse Iracema, em cartaz no Teatro Quintal, interpretada pela meticulosa e carismática atriz Adassa Martins que, juntamente com a minuciosa e criativa direção de Fernando Nicolau constrói e desconstrói momentos de rara beleza. Ali, o excesso narrativo é diluído em partituras que se complementam com máscaras e vocalizações muito bem elaboradas entre o butoh, o coloquial e o distanciamento brechtiniano que nos é servido ao redor de um tronco cenográfico serrado, plantado no palco onde emanam as dores das perdas silvestres, juntamente com a dos silvícolas que ali fazem suas oferendas e purgações a cada dia. Se eu fosse Iracema, é um solo magistral amarrado na historia dos sentimentos poéticos de uma velha índia contadora que desenvolve transições em outras personagens que fazem o contra ponto ás vezes criveis e em outras de provocadora ironia, para extrair daí o conflito, que foca muito mais na narrativa por ela mesma, do que nos possíveis e imaginários coadjuvantes, como é comum nos solos físicos. Enfim, experiencias que somente o teatro pode expressar quando desenvolve os relatos viscerais das nossas perdas históricas colocando essa obra em uma instigante encenação na plêiade dessa técnica. E mais que justa a indicação da nossa atriz ao Prêmio Shell.
José Facury Helluy



Curta este Bate Papo e Saiba mais sobre este belíssimo espetáculo!


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

OFICENA Encerrará o ano com Maria Clara Machado, Nelson Rodrigues e Molíère!

A dramaturgia é a arte do teatro por excelência, com um bom dramaturgo, fica praticamente "fácil" contar uma boa história e é isto que o OFICENA fará, neste final de ano. Dias 08, 09 e 10 de dezembro, o retorno do OFICENA à praça da Cidadania para mostrar ao público de Cabo Frio a obra de Molière (Médico à Força) e Maria Clara Machado (Tribobó City) e uma leitura dramatizada de Nelson Rodrigues, texto ainda a escolher.
Desde a retomada, em 2013, muita coisa boa acontecendo no mundo do teatro de estudante de Cabo Frio, o OFICENA, dando sua contribuição, se reinsere na tradição do teatro local, buscando sempre uma dramaturgia de peso, para dar aos jovens e adolescentes, acesso ao que se produz de melhor, no mundo dos escritores de teatro. Por isso optamos, desta vez, por três nomes de peso e os alunos, contra toda forma de dificuldade, se aprimoram a cada dia. Será um belo encerramento de ano. 
TODOS ESTÃO CONVIDADOS, anotem em suas agendas.

Maria Clara Machado: Mineira, de Belo Horizonte, nasceu em 1921 e faleceu em 2001, considerada a maior dramaturga e diretora de teatro infantil, é, também, fundadora do Tabalado, escola por passaram alguns dos grandes nomes do teatro brasileiro. Escolhemos a peça "Tribobó City". Trabalho cheio de energia, muita sensibilidade e criatividade. Os alunos do OFICENA - Turma da Tarde, estão ensaiando com muito afinco.

Alunos da tarde, preparativos para apresentar "Tribobó City" de Maria Clara Machado.
Marco da dramaturgia infanto-juvenil.


Molière - Jean-Baptiste Poquelin: Nascido na França, em 1622 e falecido em 1673, Molière é considerado um dos grandes nomes do teatro mundial, tanto como ator, diretor e dramaturgo, Foi autor das peças que representou, com sua Cia. de Teatro. Dizem que morreu no palco e o é atribuído a ele o famoso cumprimento do teatro "Merde" referindo-se à quantidade de cavalos enfrente ao teatro, o que poderia significar casa cheia e, portanto, prosperidade para os artistas. Dele, o OFICENA escolheu a peça "Médico à Força".


Alunos de 2017, turma da Noite, depois de mergulhar na leitura da obra de Molière, preparativos para levar ao palco: "Médico à Força".

Nelson Rodrigues - Nascido em 1912 e falecido em 1980, Considerado, por muitos, como o maior dramaturgo brasileiro, sua obra é polêmica e mergulha fundo nas neuroses da classe média carioca. Embora seu teatro tenha um ar bem carioca, ele nasceu em Pernambuco, em 1912, passou grande parte da vida no Espírito Santo e realizou sua obra no Rio de Janeiro, onde influenciou profundamente o teatro brasileiro a partir da década de 50. Os alunos ainda estão votando qual de suas peças sera montada. Depois de um mergulho na leitura de sua obra completa, a dúvida paira no ar. Optamos por montar "O Anjo Negro", uma peça de 1946, cuja temática permanece mais que atual.

Alunos do Núcleo Avançado, preparam uma leitura dramatizada de Nelson Rodrigues, qual será a peça mais votada?

terça-feira, 31 de outubro de 2017

A Atividade teatral em Cabo Frio, não para!

"Teatro Quintal", "USIN4", "LD" e "SORRISO FELIZ" concentram boa
parte da atividade teatral independente de Cabo Frio. 
Desde 2015, quando os espaços independentes de teatro de Cabo Frio passaram a funcionar, a atividade artística voltada para o espetáculo cênico, ganhou força na cidade. Novos artistas surgindo e a consolidação daqueles que já faziam teatro ha muito tempo. A ousadia e atitude da iniciativa privada local, trouxe para o teatro alguns ganhos. Um deles é criar uma atividade constante, no fazer teatral, independentemente das ações governamentais. Espaços como "Teatro Quintal", "Espaço Cultural LD", "USIN4", "Sorriso Feliz" e a lona "Meu Vizinho Trapezista", estão reinventando a cultura teatral e circense, local.
Claro que o poder público pode desenvolver um papel mais agressivo nesta ação, porém, com o teatro municipal fechado ao público, a atividade artística vai ganhando outros contornos e, para o nosso setor, este é o momento de arregaçar as mangas e trabalhar por um teatro independente, vibrante e cheio de opções para o público e muitas alternativas para os jovens e adultos, da cidade.
Cabo Frio, conhecida no Brasil inteiro como a "cidade do prazer", onde turistas alcoolizados despejam lixo nas praias e com um índice alarmante de alcoolismo, encontra na atividade teatral grandes possibilidades. Jovens poderão ter outras opções que não apenas passar a noite em bebedeiras e bares. Mas poder curtir a liberdade de gênero e ampliar sua liberdade de expressão.
Curtir um peça teatral com artistas locais e de fora, fazer oficinas em diversos seguimentos, frequentar cineclubes e se reunir para namorar e jogar papos cabeça no ar. Tudo isso está fortalecendo uma juventude que quer muito mais do que, simplesmente, consumir produtos estrangeiros e virar as costas para sua cultura local/nacional. Aquela "velha Cabo Frio", das oligarquias e da falta de oportunidade artística, está cedendo lugar a uma cidade onde a juventude começa a fomentar atividades como sebos, brechós, circo, teatro, dança, e cursos livres por todos os lugares.
Cabo Frio está se tornando, também, a cidade dos Saraus. Com o "Flores Literárias" a todo vapor e o "Revira Volta", no famoso bar do Nicola. Uma programação de peso vai dando, cada vez mais, o mote para uma fúria criativa que começam ainda que, indelevelmente, delinear uma possibilidade econômica que, sem dúvida, ainda irá atrair, muito mais empresários da cidade, que, certamente, não vão querer perder o bonde da história.

Confira a programação do espaço Cultural USIN4.
Usin4 (Geraldo de Abreu, 4)


Dia 03 e 04/11 às 20 horas
POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS
(Espetáculo teatral poético em cima da obra Os Luzíadas de Camões. E mais, caldos, petiscos portugueses e bebidas)

Dia 16/11 às 19:30 horas
CINE MOSQUITO 72
(Mimica dos filmes, poesia, teatro, varal da arte, mostra indígena, curtas metragens
 E mais, petiscos e bebidas)

Dia 18/11 
Às 15 horas
O CORPO E SUA ENERGIA CRIADORA 
(Work shop de vivência poética, acolhimento, expressão e harmonização energética)
Ás 20 horas
BENNU performance solo sobre renascimento e sua energia criadora, noite de autógrafo com a poeta, artista e especialista em Terapia Através do Movimento Rachel Castro de Queiroz

Dias 25 e 26/11 às 18 horas
VIAGEM AO MUNDO DA MÍMICA
(espetáculo infantil que conta a história da mímica no Brasil e no mundo. E mais, pipoca, petiscos e bebidas)

Dia 08/12 às 19:30 horas
CINE MOSQUITO 73
(Mimica dos filmes, poesia, teatro, varal da arte, mostra indígena, curtas metragens. E mais, caldos, petiscos e bebidas)

Dias 9 e 10/12  ás 19 hs
 AS AVENTURAS DO SR. GALANTE 
(Espetáculo que reconta com jogos corporais e brincadeiras dois contos da literatura infantil. E mais pipoca, petiscos e bebidas)

Dia 16/12 às 20 horas 
CLUBE DO TEATRO III ( Apresentação sequencial de várias cenas teatrais curtas, exposições visuais e literárias. E mais, caldos, petiscos e bebidas)

Maiores informações:
usin4artes@gmail.com

sábado, 28 de outubro de 2017

Clube do Teatro, um lugar onde a Alma do Artista fala mais alto.

Pense num espaço artístico onde sua pesquisa, criação e resultados são extremamente valorizados, isso mesmo, um lugar onde artistas das novas gerações, junto com as gerações mais antigas do teatro de Cabo Frio e Região, se encontram para viver um momento especial e único das artes locais. Foi para isto que criamos o CLUBE DO TEATRO. Veja fotos de como foi o primeiro encontro, e veja quanta inventividade e criatividade no palco que se profissionaliza cada veza mais.

Foto: Marcos Souza

Foto: Marcos Souza

Foto: Marcos Souza

Foto: Marcos Souza

Foto: Marcos Souza

Foto: Marcos Souza

Foto: Marcos Souza

Foto: Ricardo Schmith

Foto: Ricardo Schmith

Foto: Ricardo Schmith

Foto: Ricardo Schmith


Foto: Ricardo Schmith 
Foto: Ricardo Schmith


Foto: Ricardo Schmith

Foto: Ricardo Schmith

Foto: Ricardo Schmith

Foto: Ricardo Schmith

Jiddu Saldanha - Blogueiro.

CRÍTICA: Metamorfose, Primeiro Amor - A poesia dos ossos!

Vivaldo Franco - Atua e dirige o solo teatral inspirado
em Kafka e Beckett - Foto: Alice Rezende.
O espetáculo "Metamorfose, Primeiro Amor" traz a escolha livremente inspirada na obra de Franz Kafka (A Metamorfose) e Samuel Beckett (Primeiro Amor). No entanto a ousadia da junção se faz numa rigorosa pesquisa, trazendo para Cabo Frio, Teatro Quintal, uma leitura cênica, no mínimo, inusitada. É que, neste contexto, Vivaldo Franco comemora 40 anos de teatro. Hoje, com 57 anos, o artista está em pleno vigor da forma física e psicológica, suficiente para encarar de frente, a proposta monumental de colocar, no palco esta empreitada.
A cena traz energia e pesquisa, um corpo totalmente engajado na essência desta busca, vê-se logo, que Vivaldo está bem preparado para a batalha. Durante 70 minutos de peça, sua técnica de atuar se conecta com o clássico e o contemporâneo. De um lado, vê-se um ator econômico, que esquadrinha cada milímetro do palco, de forma paciente e clara, mais adiante, este mesmo ator, se desdobra em contrações e atitudes cênicas que vão, aos poucos, mostrando um domínio complexo do fazer teatral.
Vivaldo consegue, com sua respiração controlada e voz bem dosada, envolver o publico em sua história, apresentando de forma atlética mas não menos sensível, o repertório corporal necessário para se chegar à essência de um trabalho que exigirá do ator, um campo vasto de de técnicas e sentidos a postos para cumprir a tarefa. Portanto, é notória a entrega, a busca e as descobertas da nobre arte de atuar, no corpo poético do ator Vivaldo Franco, que também assina a direção do espetáculo.
O espetáculo tem sua excelência, também, na execução técnica, já que dispõe de interferência de sonoplastia que inclui trilha sonora e gravação de voz, além de uma iluminação pulsante que se equilibra com a movimentação, no palco. A cenografia, bem distribuída mostra objetos que tem função primordial. Tudo é aproveitável, tudo tem uma função, tudo é claramente disposto para servir aos signos essenciais a que a dramaturgia e arquitetura cênica se propõe.
Ao fim de tudo, deparamos com uma obra onde o ator é vedete principal, não sem reconhecer que, um trabalho harmonioso, precisa caminhar com a força de uma equipe coesa, e foi isso que deu para perceber, assistindo "Metamorfose, Primeiro Amor". Também destaco uma das mais poéticas formas de exercer o nu artístico, no palco, sempre um desafio para qualquer ator, no entanto, neste espetáculo, a nudez traz uma poesia que crava na pele do expectador, gerando a contemplação do corpo como instrumento de vida e afeto, para muito além de qualquer discurso de sensualidade gratuita, na verdade, o nu em "Metamorfose, Primeiro Amor" reforça a função do corpo no teatro, para muito além de qualquer forma de glamour consumista.
Fecho, recomendando este espetáculo, entrego-o nas mãos das novas gerações, para que vejam que o exercício constante do fazer teatral, a entrega intelectual e corporal de um artista, faz dele um integro representante de nossa arte, não apenas pelo que ela tem de belo, mas sim, principalmente, pelo que ela tem de pesquisa, de busca e de entrega a um ofício, de verdade.

CLIQUE AQUI para ler crítica de José Facury e uma entrevista exclusiva de Vivaldo Franco, para a revista "Teatro Possível". 

Jiddu Saldanha - Blogueiro.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Segunda edição do "Clube do Teatro", Sábado, dia 28 no USIN4 - Cabo Frio.

A programação dos espaços independentes de Cabo Frio, estão a todo vapor, esta semana, muita coisa boa aconteceu e vai acontecer em diversas casas da cidade que, para suprir à demanda artística, resolveu arregaçar as mangas e oferecer cultura de qualidade para aqueles que curtem consumir arte.
Fica aqui a dica para o sábado, dia 28 de outubro, no espaço USIN4, onde vamos mergulhar fundo no fazer artístico, desta vez com a segunda edição do "Clube do Teatro". Venha, você vai se divertir muito.
O Clube do Teatro é uma nova tradição artística que está nascendo na cidade, momento para descobrir, não apenas novos talentos mas, também, deixar a população local antenados com o que de melhor acontece na cena Cabofriense. Pura diversão, e, principalmente, conhecimento e troca de experiência. 
Para este clube do teatro, muitas novidades: Além de cenas novas e reapresentação de trabalhos artísticos locais, vamos também mergulhar no mundo da performance e das artes visuais, através do Varal do Beijo, onde muita gente, que já expôs seu trabalho no Cine Mosquito, agora, demonstra sua arte com afinco, no evento teatral mais charmoso da cidade de Cabo Frio. Venha curtir o CLUBE DO TEATRO e seja feliz com a gente!

Confira a programação e fique atento à classificação etária de cada cena:
CLUBE DO TEATRO II - INGRESSOS PELO NÚMERO (22) 9 9813 5036
Veja a programação do Clube do Teatro. Participe, traga os amigos, divulgue esta ideia!
Local: Espaço Cultural Usin4
Endereço: Rua Geraldo de Abreu, nº 4 - Jdim Excelsior (Rua da Ampla).
#Clubedoteatro #teatropossivel #oficena #teatroquintal #tvpossivel #cinemapossivel #teatro #usin4 

Ingressos: R$ 10,00 Meia Antecipada e R$ 15,00 (INTEIRA PROMOCIONAL NO DIA).

MONÓLOGO DO VERMELHINHO 
GRUPO OTB – OS OPERÁRIOS DO TEATRO BRASILEIRO 
ATOR: YURI QUINTANILHA 
DIREÇÃO: YURI QUINTANILHA 
TEXTO: YURI QUINTANILHA 
DURAÇÃO: 8 MINUTOS 
CLASSIFICAÇÃO: LIVRE

PUNK ROCK JONH
ATOR: RAPHAEL ARAÚJO 
DIREÇÃO: JIDDU SALDANHA 
TEXTO: NEIL HILBORN – APATADO POR RAPHAEL ARAÚJO 
DURAÇÃO: 5 MINUTOS 
CLASSIFICAÇÃO: LIVRE

QUEM DESCOBRIU O BRASIL?
ATOR: CAIO DANARIM 
DIREÇÃO: CELSO GUIMARÃES 
TEXTO: CAIO DANARIM 
DURAÇÃO: 8 MINUTOS 
CLASSIFICAÇÃO: LIVRE

VOCÊ QUER LACRE? 
PERFORMERS: NADIR PIRES, NATHALLY AMARIÁ E PÉROLA HATAKE
DIREÇÃO: COLETIVA 
DURAÇÃO: 4 MINUTOS 
CLASSIFICAÇÃO: 16 ANOS 

O TEMPO É DE MEDÉIA, O DIA É DE JOANA 
ATRIZ: CLÁUDIA MURY 
DIREÇÃO: LAUREN CHRISTIE 
TEXTO: CHICO BUARQUE 
DURAÇÃO: 15 MINUTOS 
CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS

O SUÍCIDIO DE UM IMORTAL 
ATOR: WALLACE  MATHEUS 
DIREÇÃO: MARIO SALES BUZZACCHI
TEXTO: MARIO SALES BUZZACCHI
DURAÇÃO: 5 MINUTOS 
CLASSIFICAÇÃO: LIVRE

SHARLENE, A PARANORMAL 
ATOR: JOÁS TEODORA 
DIREÇÃO: JIDDU SALDANHA 
TEXTO: JIDDU SALDANHA 
DURAÇÃO: 10 MINUTOS 
CLASSIFICAÇÃO: LIVRE

TODO SILÊNCIO TEM UM NOME 
ELENCO: ILANA AGNES, NADIR PIRES, SARA SILVESTRE E SHIRLLEY MAIA 
DIREÇÃO E SONORIZAÇÃO: DANDARA MELO 
TEXTO: TAMIRES BORGES 
DURAÇÃO: 10 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS