sábado, 28 de janeiro de 2012

Bruno Silva contribui para ampliar a cena teatral em Cabo Frio.


Bruno Silva

Embora tenha visto Bruno Silva poucas vezes em cena, já prestava atenção em sua movimentação pelo teatro de Cabo Frio. Ao lado de André Jotha ele fez um ótimo trabalho em "O Sorvete", onde, definitivamente mostrou que teatro, para ele, é coisa séria. Em cena, vemos um artista jovem com propriedade e personalidade, Bruno, é um grande talento da nova geração de Cabo Frio e vem com um espirito de colaborar para que o teatro aconteça em nossa cidade, oferecendo, na LD eventos, uma oficina de Jogos Teatrais. Vamos conhecer um pouco melhor a sua pessoa!

Bruno Silva, artista engajado na divulgação e troca de informação
no teatro de Cabo Frio.
Teatro Possível - Fale um pouco da tua experiência com teatro.

Bruno Silva - Comecei a fazer teatro em 1997 entrando no grupo do Juninho Cajú onde aprendi o que era realmente ser ator. Fiquei afastado por um bom tempo por circunstâncias da vida retornando apenas em 2005 para estudos de textos e conseqüentemente montagem do espetáculo “Caravana Realejo Conta Rapunzel” com texto e direção de Guilherme Guaral e depois não parei mais. Vieram “Palavras Improvisadas – P.I.” em 2008/2009, “O Beijo de Lucila” com texto e direção de Carol Barros em 2008, “C.I.A. – Companhia dos Improvisadores Associados” em 2009, “O sorvete” com direção de André Jotha em 2008/2009, “Tem um bicho embaixo da cama” com texto e direção de Mariana Pimenta em 2009, “Quadrilha” em 2009, “O Beija-Flor” que é um texto meu com direção de Rodrigo Sena em 2010/2011 e na novela Cidade Jardim em 2011.

TP – Qual momento artístico que mais te marcou e que vale a pena lembrar?

BS - Na verdade acho que posso destacar 3 momentos quase que por igual. Foram etapas diferentes da minha vida artística que sempre lembrarei com carinho.
O primeiro momento foi em 2007, no Festival de Cabo Frio de Teatro e Dança onde recebi minha primeira indicação para o prêmio de melhor ator. Ser indicado já era uma grande honra, mas concorrer com Rodrigo Sena e Diogo Cavalcanti que são duas grandes referências teatrais para mim é inesquecível.
O segundo momento foi em 2009 quando junto ao André Jotha adaptamos o texto “O sorvete” de Carlos Drumond de Andrade e viajamos quase todo o estado do Rio de Janeiro, conhecendo pessoas fantásticas e crescendo muito como artista.
O terceiro momento foi em 2011, dirigindo a novela Cidade Jardim. Além de ser minha primeira experiência em direção, pude dirigir grandes artistas como José Facury, Diogo Cavalcanti, Fábio Freitas, Fernando Lima, Guilherme Guaral e Tânia Arrabal. Com certeza nunca esquecerei esses dias.

Em cena com Mariana Pimenta e André Jotha!
 TP – Fale um pouco da tua oficina de teatro, o que te motivou a compartilhar conhecimentos?

BS - A oficina de Jogos Teatrais surgiu em 2010 na empresa onde trabalhava. Vi a necessidade de estimular os funcionários para que a produção fosse maior. Juntei um grupo inicial de 10 pessoas que depois foi crescendo. Usei os jogos de improviso para que pudesse aumentar o raciocínio, jogo de cintura, coletividade, individualidade e diminuição da inibição. Era feita 2 vezes por semana no tempo de 30 minutos. Conversando com a Débora da Ld Artes e Eventos resolvemos oferecer essa oficina gratuitamente no espaço. Cabo Frio é uma cidade carente de oficinas no ramo teatral e temos um público grande interessado em fazê-las.

TP – Que livros você lê, quais filmes você gosta?

BS - Sou bastante eclético em relação a filmes, gosto de estar sempre atualizado sobre as produções cinematográficas, mas confesso que os gêneros que mais me agradam são os clássicos e musicais. Inclusive nessa semana assisti “O artista”, uma produção francesa gravada em 2011 toda em preto e branco e usando o cinema mudo. Simplesmente fantástico!
Em relação a livros gosto muito dos voltados à história da Arte, romances, ficção científica e os da área de teatro, tais como os de Constantin Stanislavski, Carlos Drumond de Andrade, Nelson Rodrigues, entre outros grandes autores.

TP – Quem é Bruno Silva por Bruno Silva?

BS - Essa é uma pergunta interessante e um tanto difícil de responder. Acho que o Bruno Silva é uma pessoa que vive intensamente todos os momentos da vida, que respira arte 24 horas e é capaz de largar qualquer coisa para estar próxima dela. Uma pessoa que sabe ouvir e adora aconselhar. Um ser humano que leva a vida sempre com um grande humor e tenta contagiar a todos. Enfim, acho que esse sou eu, rs.

CONFIRA ABAIXO DADOS SOBRE A OFICINA DE JOGOS TEATRAIS DE BRUNO SILVA


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